O PODER DA FÉ

Por Anatoli Oliynik

anatoli   charge reduz 50  1A modernidade suprimiu do ser humano dois dos mais preciosos dons naturais: a percepção e o significado da vida real e concreta e a sensibilidade para o singelo. Assim, insensível, o homem perdeu, por consequência, outros dons inatos a sua natureza, como a acepção das palavras e a beleza de expressão de pensamentos. No plano sobrenatural, a fé.

Louis Charles Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper talvez seja o melhor exemplo que podemos encontrar de que é possivel viver num ambiente pós-moderno e ainda assim, conservar a sua natureza espiritual.

Quem foi ele e qual foi seu legado?

Foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. É considerado importante escritor católico. Seu nome artístico: Paul Claudel.

Claudel nasceu em Aisne, na localidade de Villeneuve-sur-Fère. Sua família paterna era de fazendeiros e funcionários públicos, mas seu pai, Louis Prosper, lidava com hipotecas e transações bancárias. Sua mãe, Louise Athanaïse Cécile Cerveaux, era de uma família muito católica, também de fazendeiros, de Champagne, onde Paul viveu na infância.

Apesar de ter pensado em dedicar-se à vida monástica, com os monges beneditinos, ele acabou entrando para o corpo diplomático da França, em que serviu de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).

Em março de 1906, casou-se com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, em um casamento feliz.

Foi ‘ministro plenipotenciário’ no Rio de Janeiro (1916) e em Copenhagen. Foi embaixador em Tóquio, Washington e Bruxelas.

O período de sua missão no Brasil coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, e ele supervisionou o envio de alimentos da América do Sul para a França.

Aposentou-se em 1936 e viveu em seu castelo em Brangues (Isère) até sua morte, em 1955.

Seu legado:

Até os 18 anos, Paul era ateu. Na noite de Natal de 1886, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris, ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e oravam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e então, subitamente, converteu-se ao catolicismo.

Sobre este acontecimento, Claudel assim se expressou:

A noite de Natal do dia 25 de Dezembro de 1886

“Assim se passavam as coisas com aquele pobre rapaz que, no dia 25 de Dezembro de 1886, entrava na catedral de Notre-Dame de Paris, para ali assistir ao ofício divino do Natal. Começava eu então a escrever, e tive a impressão de que poderia, com superior diletantismo, encontrar nas cerimônias católicas, um meio adequado e matéria para alguns trabalhos. Nesta disposição de espírito, apertado e empurrado pela multidão, assisti à Missa cantada, com moderada alegria. Como nada mais interessante havia a fazer, voltei de novo à tarde para assistir às Vésperas. Os meninos do coro da catedral, de roquetes brancos, e os alunos do Seminário de S. Nicolau du Chardonnet, que os auxiliavam, tinham justamente começado a cantar qualquer coisa em que mais tarde reconheci o Magnificat. Eu estava de pé no meio da multidão, junto da segunda coluna, perto da entrada para o coro, à direita, do lado da sacristia.
E ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé. Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe. Subitamente, apoderou-se de mim o sentimento fremente da inocência, da perpétua filiação divina: uma revelação inefável. Quando tento reproduzir, como faço frequentemente, o decorrer dos minutos que se seguiram a este momento excepcional, encontro sempre os seguintes elementos que, todavia, representam um único raio, uma única arma, de que a Providência divina se serviu para alcançar e abrir o coração de um pobre filho desesperado: «Que felizes são, de fato, os que crêem! E se fosse verdade? verdade! — Deus existe; está aqui presente! É alguém! É um ser tão pessoal como eu! — Ama-me! chama por mim!» Invadiram-me as lágrimas e os soluços e o cântico tão delicado do «Adeste» aumentou ainda a minha comoção.”

E culmina na mais exuberante demonstração de fé:

“Ó meu Deus, lembro-me dessas trevas em que estávamos face a face; nessas sombrias tardes de inverno em Notre-Dame. Eu, sozinho, bem no fundo da igreja, alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs. Todos os homens estavam contra nós – a ciência, a razão – e eu não respondia nada. Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo.”

Vejamos, pois, a acepção das palavras de Paul e avaliemos a força de cada uma delas, só possível para pessoas que mantém incólume a sua sensibilidade e a sua fé, acima de tudo.

A invocação: (“Ó meu Deus”); Aqui Claudel não só se recorda, mas confessa que vivia nas trevas: (“Lembro-me dessas trevas em que estávamos face a face nessas sombrias tardes de inverno em Notre-Dame”);

A conversão é individual e solitária, é preciso penetrar dentro de si mesmo, ir até o fundo da alma para perceber Deus e assim poder religar o espirito a Ele: (“Eu, sozinho, bem no fundo da igreja”);

Claudel mostra o quanto o ser humano é insignificante e infinitamente pequeno diante de Deus (“alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs.”);

Claudel fala do ateísmo do mundo moderno e da sua fé inabalável e, novamente, ele penetra dentro de si mesmo e percebe que o único e verdadeiro amigo, aquele que jamais o abandonará está em Deus, e escolhe seu caminho, definitivamente, contra tudo e contra todos: (“Todos os homens estavam contra nós – a ciência, a razão – e eu não respondia nada. Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo.”). Esta é uma das passagens mais lindas, profundas e exuberante de fé.

Aqueles que desejarem ouvir o Magnificat e ler o primeiro artigo que escrevi a respeito de Paul Claudel, é só clicar no link que se segue:

http://blogdoanatolli.blogspot.com.br/2012/12/a-conversao-de-paul-claudel.html

Espero que o exemplo de Paul Claudel desperte em você a sensibilidade para acepção das palavras e para a beleza de expressão de pensamentos e, acima de tudo, para a convicção de que a fé opera milagres. Ela só precisa que você abra a porta para o transcendente e permita que o Espírito Santo penetre por ela.

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LIBERDADE RELIGIOSA, O COMUNISMO E O SENTIDO DA HISTÓRIA

anatoli   charge reduz 50  1 Por Anatoli Oliynik

A “Declaração Dignitatis Humanae sobre a liberdade religiosa”, do Papa Paulo VI de 7/12/1965, já no seu preâmbulo mostra o quanto o papa estava contaminado pela idéia de separação da Igreja do Estado e também pelo ecumenismo, traindo assim os princípios que foram defendidos por quase dois mil anos de história da Igreja de Cristo:

Os homens de hoje tornam-se cada vez mais conscientes da dignidade da pessoa humana e, cada vez em maior número, reivindicam a capacidade de agir segundo a própria convicção e com liberdade responsável, não forçados por coação, mas levados pela consciência do dever. Requerem também que o poder público seja delimitado juridicamente, a fim de que a honesta liberdade das pessoas e das associações não seja restringida mais do que é devido. Esta exigência de liberdade na sociedade humana diz respeito principalmente ao que é próprio do espírito, e, antes de mais, ao que se refere ao livre exercício da religião na sociedade. Considerando atentamente estas aspirações, e propondo-se declarar quanto são conformes à verdade e à justiça, este Concílio Vaticano investiga a sagrada tradição e doutrina da Igreja, das quais tira novos ensinamentos, sempre concordantes com os antigos.

Monsenhor Marcel Lefebvre foi um dos poucos homens da igreja que levantou sua voz para alertar as almas e suplicar a Roma a volta à verdadeira Tradição. Sua voz insurgente de nada valeu e aquilo que previra resultou na tragédia conciliar do Vaticano II que transformou a maioria das paróquias espalhadas pelo mundo em locais onde se profana o legado de Nosso Senhor Jesus Cristo e se diviniza o homem pecador ao som de pandeiros, violões, atabaques, reco-recos, sem contar as músicas profanas adaptadas, verdadeiro arremedo da música sacra como se a Igreja não possuísse seu repertório próprio. (ver a vídeo aula de Alberto Zucchi sobre a Contra-Reforma litúrgica de Bento XVI em http://www.youtube.com/watch?v=53QzRjyk3mU#t=1857)
Lefebvre diz que para os católicos liberais, assim chamados por defenderem a liberdade religiosa, a história tem um sentido, ou seja, uma direção. Na terra, essa direção é imanente: a liberdade. A humanidade é empurrada por um sopro imanente, rumo a uma consciência crescente da dignidade da pessoa humana, rumo a liberdade cada vez mais livre de toda coação. Essa teoria ecoou no Concílio Vaticano II e se fez valer para o gáudio dos destruidores da igreja.
Os católicos liberais dizem que é preciso atualizar a Igreja ao seu tempo libertando os fieis da coação espiritual. Lefebvre pergunta: já se viu em alguma época da história um empreendimento tão radical e colossal de escravidão como a técnica comunista de escravizar massas? Se Nosso Senhor nos convida a “ver os sinais dos tempos” (Mt. 16, 4), então foi necessária um cegueira voluntária dos liberais e um conluio absoluto de silêncio para que um concílio ecumênico reunido precisamente com o intuito de ver os sinais de nosso tempo se calasse acerca do mais evidente sinal dos tempos: o comunismo. Tal silêncio basta por si só para cobrir de vergonha e reprovação este Concílio diante da história, e para mostrar quão ridícula é a alegação do preâmbulo de Dignitatis Humanae, assevera Mons. Lefebvre.
Por conseguinte, se a história tem um sentido, conforme alegam e defendem os católicos liberais, certamente não é a tendência imanente e necessária da humanidade rumo à liberdade e à dignidade; isso não passa de uma invenção para justificar seu liberalismo e cobrir com a máscara enganosa de progresso o vento gelado que fazem soprar sobre a cristandade há dois séculos, afirma Lefebvre.
Lefebvre esclarece que, de fato, o centro de toda a história é uma pessoa: Nosso Senhor Jesus Cristo, pois como diz São Paulo: “Porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, quer sejam os tronos, que as denominações, quer os principados, quer as potestades; tudo foi criado por Ele e para Ele, e Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele. E Ele é a cabeça do corpo da Igreja, e é o princípio (…) de maneira que Ele tem a primazia em todas as coisas. Porque foi do agrado (do Pai) que reside Nele toda a plenitude, e que por Ele fossem reconciliados consigo todas as coisas, pacificando, pelo sangue da sua cruz, tanto as coisas da terra, como as coisas do céu” (Cl 1, 16-21).
Continua ainda: Jesus Cristo é, portanto, o pólo da história. A história tem somente uma lei: “é necessário que Ele reine” (1 Cor 15, 25). Se Ele reina, reinam também o verdadeiro progresso e a prosperidade, que são bens muito mais espirituais que materiais. Se Ele não reina, vem a decadência, a caducidade, a escravidão sob todas as formas, o reino do mal.
Isso posto, conclui Lefebvre: A história não tem nenhum sentido, nenhuma direção imanente. Não existe o sentido da história. O que há, é um fim da história, um fim transcendente: a “recapitulação de todas as coisas em Cristo”; é a submissão de toda ordem temporal à Sua obra redentora; é o domínio da Igreja militante sobre a cidade temporal que se prepara para o reino eterno da Igreja triunfante no céu. A Fé afirma e os fatos demonstram que a história tem um primeiro pólo: a Encarnação, a Cruz, Pentecostes; ela teve seu completo desenvolvimento na cidade católica, quer seja no império de Carlos Magno ou na república de Garcia Moreno; e terminará, chegará a seu pólo final quando o número dos eleitos se completar, depois do tempo da grande apostasia (II Rs 2, 3); não estamos vivendo esse tempo?
Esta emancipação que descrevem como sendo um progresso, não passa de um divórcio ruinoso e blasfemo entre a cidade e Jesus Cristo. Foi preciso a falta de vergonha de Dignitatis Hamanae para canonizar tal divorcio, e esta suprema impostura foi anunciada em nome da verdade revelada!
A Barca de Pedro tomou nova direção. Não bastasse a vergonhosa declaração de Paulo VI, por ocasião da conclusão da nova concordata entre a Igreja e a Itália, João Paulo II declarava: “nossa sociedade se caracteriza pelo pluralismo religioso”, e dizia a consequência: “esta evolução demanda a separação entre a Igreja e o Estado”. Em nenhum momento João Paulo II pronunciou um juízo sobre essa troca, não deplorou a laicização da sociedade, nem disse que a Igreja recusava a situação. Não, sua declaração, assim como a do Cardeal Casaroli, louvava a separação de Igreja e do Estado, como se fosse o regime ideal, o resultado de um processo histórico normal e provincial, contra o qual nada se pode dizer! Dito de outra forma: “Viva a apostasia das nações, eis aí o progresso!” Ou então: “Não devemos ser pessimistas! Abaixo os profetas de calamidades! Jesus Cristo já não reina? Qual o problema? Está tudo bem! De qualquer modo a Igreja marcha rumo ao cumprimento de sua história. E no fim Cristo virá, aleluia!”.
Pergunta Monsenhor Marcel: Esse otimismo simplista enquanto já se acumulam as ruínas, esse fatalismo imbecil, não são os frutos do espírito do erro e do descaminho? E finaliza: Tudo isso me parece absolutamente diabólico.

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O LIBERALISMO DE “CATÓLICOS” PROGRESSISTAS

anatoli   charge reduz 50  1Por Anatoli Oliynik

Em 1894 Marc Sangnier funda sua revista Le Sillon que se converte em um movimento da juventude que sonha reconciliar a Igreja com os princípios da Revolução de 1789, o socialismo e democracia universal, baseando-se no progresso da consciência humana. A penetração de suas idéias nos seminários e a evolução cada dia mais indiferentista do movimento, levaram São Pio X a escrever a carta Notre charge apostolique, de 25 agosto de 1910 [16 anos após], que condena a utopia da reforma da sociedade, reforma esta acariciada pelos chefes do Sillon:

Seu sonho é trocar os fundamentos naturais e tradicionais e prometer uma cidade futura edificada sobre outros princípios que ousam declarar mais fecundos, mais benéficos do que aqueles sobre os quais se apóia a cidade católica atual (…) [grifo meu].
O Sillon tem a nobre preocupação da dignidade humana. Mas entende esta dignidade ao modo de certos filósofos que a Igreja está longe de elogiar. O primeiro elemento dessa dignidade é a liberdade, entendida no sentido em que, salvo em matéria religiosa, cada homem é autônomo. Deste princípio fundamental, tira as seguintes conclusões: Hoje o povo está sob a tutela de uma sociedade diferente dele, da qual deve se livrar: emancipação política (…) Chamam de democracia uma organização política e social fundada sobre este duplo fundamento: a liberdade e a igualdade, aos quais se juntará a fraternidade. [grifos meus]

Após haver denunciado o falso slogan de liberdade-igualdade, São Pio X deixa patente as falsas fontes do liberalismo progressista do Sillon:

(…) o Sillon dá uma falsa idéia da dignidade humana. Segundo ele, o homem não será verdadeiramente homem, digno desse nome, senão no dia em que tenha adquirido uma consciência esclarecida, forte, independente, autônoma, sem necessidade de mestres, que obedeça a si mesma, capaz de assumir e levar avante as maiores responsabilidades.

E o Santo Padre vai ao fundo da questão:

De agora em diante, o Sillon não passa de um miserável afluente do grande movimento de apostasia organizado em todos os países, para estabelecimento de uma igreja universal que não terá dogmas, nem hierarquia, nem regras para o espírito, nem freio para as paixões (…). Conhecemos bem as escuras oficinas em que são elaboradas essas doutrinas deletérias (…). Os chefes do Sillon não conseguiram se defender delas; a exaltação de seus sentimentos (…) os levou para um novo evangelho (…) sendo seu ideal semelhante ao da Revolução, não temem proferir blasfemas aproximações entre o Evangelho e a Revolução (…).

O Santo Pontífice conclui, restabelecendo a verdade sobre a verdadeira ordem social:

(…) A Igreja, que jamais traiu o bem dos povos com elogios comprometedores, não deve esquecer o passado (…) basta retomar com o concurso dos verdadeiros trabalhadores a restauração social dos organismos atingidos pela Revolução[1] e adaptá-los, com o mesmo espírito cristão que os inspirou, ao novo cenário criado pela evolução material da sociedade contemporânea[2], pois os verdadeiros amigos do povo não são os revolucionários nem os inovadores, mas os tradicionalistas.

Eis os termos enérgicos e precisos com que o Papa São Pio X condena o liberalismo progressista e define a atitude realmente católica.

Os inimigos da Igreja Católica têm tentado parasitá-la para destruí-la desde a sua gênese. Ela tem sobrevivido a tudo isso há dois mil anos graças a ação dos Santos Padres conservadores iluminados pelo Espírito Santo. Hoje, gravemente parasitada pelos liberais progressistas que se dizem “católicos”, mas que não passam de apóstatas e traidores, a Igreja Católica precisa, mais uma vez, da intervenção do Espírito Santo para que a Barca de Pedro possa continuar navegando neste oceano bravio e tempestuoso.

[Elaborado por Anatoli Oliynik a partir de excertos extraídos, do livro de Mons. Marcel Lefebvre, tradução de Ildefonso Albano Filho, Do Liberalismo a Apostasia: a tragédia conciliar. Editora Permanência].

Notas de rodapé:
[1] São Pio X designa aqui as corporações de ofício, agentes da concórdia social, totalmente opostos ao sindicalismo, que é o agente da luta de classes.
[2] A evolução compreende um progresso material e técnico, mas o homem e a sociedade permanecem submetidos às mesmas leis. Vaticano II, em Gaudium et Spes desprezará esta diferença, inclinando-se novamente para o programa do Sillon.

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A UCRÂNIA ENTRE DUAS ESPADAS

anatoli   charge reduz 50 Por Anatoli Oliynik

A Ucrânia se encontra entre duas espadas: a de Putin com seu movimento comunista eurasiano e a da União Européia com a Nova Ordem de um governo mundial único. Popularmente dizendo: se subir no toco, leva chumbo; se descer, o cachorro pega.

O povo ucraniano depois de quase um século sob o jugo do comunismo russo e vários séculos sob o tacão da Rússia desde os tempos imemoriais dos czares, está disposta a entregar a sua alma ao diabo, em busca de uma saída. Decisão difícil.

Algumas pessoas assim como o povo ucraniano talvez não compreendam os verdadeiros perigos que existem na união de países em blocos supranacionais. Acreditam elas que não passam de acordos entre nações soberanas que, voluntariamente, abrem mão de um pedaço de suas soberanias em favor de causas de interesse comum. O que elas não percebem é que esses blocos continentais e, quiçá, globais, de países são, na verdade, um caminho para a usurpação da soberania nacional, decididamente.

O problema é que, a partir do momento que decisões importantes são outorgadas a um parlamento supranacional, a vontade dos povos, na consideração de suas culturas próprias e características peculiares, passa a ser irrelevante.

Vejam o caso do “Relatório Estrela”: uma proposta, ainda que de recomendação, para que todos os países pertencentes a União Européia oferecessem os chamados, eufemisticamente, “serviços de aborto de alta qualidade”, aplicassem, nos currículos educacionais, a educação sexual mesmo para crianças em tenra idade e desenvolvessem uma política ampla de distribuição de preservativos. O projeto, como boa parte daquilo que é proposto no âmbito da União Européia, ignora a vontade de cada povo em sua cultura própria. Tanto que, se aprovado, o “Relatório Estrela”, ainda que não obrigatório, passaria a ser um forte instrumento de pressão sobre todos os países do bloco, principalmente os predominantemente católicos que, atualmente, proíbem ou restringem fortemente o aborto, como Malta, Polônia e Irlanda.

De qualquer maneira, o “Relatório Estrela” foi derrotado! Ainda que por uma vitória apertada (334 x 327), o Parlamento Europeu impediu que a proposta da eurodeputada portuguesa, Edite Estrela, fosse aprovada. Assim, ainda não foi desta vez que os políticos socialistas conseguiram fazer circular de uma maneira mais efetiva e oficial sua agenda de destruição dos valores que sustentaram, até aqui, a civilização do Ocidente.

Significativa, em tudo isso, porém, foi a reação da deputada derrotada, como é típico dos socialistas, que jamais aceitam as convicções contrárias, que, indignada, chamou os deputados do bloco conservador de “retrógrados”, “hipócritas” e “obscurantistas” acabando, por fim, resignando-se, retirando seu nome do relatório. Tais fatos apenas demonstram que, para a esquerda mundial, toda tentativa de preservação dos valores cristãos não passam de uma atitude ultrapassada que impede o avanço de propostas de cunho superior para o desenvolvimento da sociedade.

Mais ainda, o trâmite do “Relatório Estrela” deixa bem claro que a União Européia, como os futuros blocos globalistas, não existem apenas para facilitar acordos econômicos e fazer com que os bens e o dinheiro fluam de uma maneira mais fácil entre os países, mas sim para impor uma Nova Ordem, que parece ter como principal objetivo acabar com os últimos resquícios da civilização ocidental cristã como ela foi sustentada até hoje.

De qualquer forma, a derrota do relatório da deputada portuguesa foi uma grande vitória do conservadorismo europeu. Porém, até mesmo pelo placar apertado da votação, sabe-se que os progressistas não sossegarão até conseguirem impor suas políticas de gênero e suas convicções anticristãs a todo o mundo.

Este é o barco no qual o povo ucraniano – o Maidan – quer colocar o pé imaginando que, uma vez embarcado, rumará a um porto seguro. Ledo engano. O que fazer? Sinceramente eu não sei. Só sei que não importa para que lado vá, haverá uma espada para lhe cortar o pescoço. Portanto, devemos pedir a Deus que ilumine a mente e aponte o caminho para o tão sofrido e desnorteado povo ucraniano. Não há saídas para os lados, nem para a frente e menos ainda para trás. Só há uma saída: para cima.

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DEPENDÊNCIA

Por Anatoli Oliynik

“Toda a variedade de males que afligem a raça humana reduz-se ao problema do crescente número de pessoas que não têm poder sobre suas próprias vidas, tanto espiritual quanto materialmente — esses dois problemas estão intimamente relacionados.” (Robert Bolton. Keys of Gnosis [Chaves da Gnose], (Hillsdalle, Sophia Perennis, 2004).

Visando dar ênfase ao problema, repito parte da frase supra: “… crescente número de pessoas que não têm poder sobre suas próprias vidas, …”. Este é o principal problema do brasileiro: dependência !

Por que isso acontece?

Acontece porque esta é a agenda do governo comunista liderado pelo pt, das demais esquerdas ditas socialistas, mas que são igualmente comunistas, e de partidos políticos revolucionários coadjuvantes: criar a dependência para transformar o povo[1] em massa[2] e assim poder manipulá-las da forma que melhor lhes convém, seja para manter-se no poder, seja para consolidar um regime comunista de governo no país, seja para atender as determinações da ONU, da Nova Ordem Mundial e dos Globalistas que a controlam.

Pense nisso!

Povo e massa, são dois conceitos diferentes. Saiba as diferenças:

[1]
O povo vive e se movimenta por si mesmo; vive na plenitude dos homens que o compõem, da qual cada um em seu lugar e de modo próprio, é uma pessoa consciente de suas responsabilidades e convicções.

[2]
A massa é em si mesma inerte e só pode ser movida por forças externas. A massa, ao contrário de povo, espera o impulso de fora, é joguete fácil nas mãos de qualquer um que procure explorar os instintos e as impressões e está pronta a seguir uma bandeira hoje e outra amanhã.

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NO PAÍS DAS BRUZUNDANGAS

Por Anatoli Oliynik

No país das Bruzundangas é impossível encontrar na política, no empresariado e até mesmo nas Forças Armadas, uma única pessoa que possa dizer ser profundo conhecedor do comunismo e da técnica de desinformação. Nesses meios citados não se vê ninguém que tenha informações sobre desenvolvimento teórico ou estratégico relativos a desinformação posteriores a queda da velha União das Republicas Socialistas Soviéticas (URSS). Aliás, essas pessoas pensam e afirmam que o comunismo acabou e que a desinformação não passa de mera teoria da conspiração.
Por causa disso, não se vê reação alguma do povo bruzundanguense pois o senso comum dessa gente foi modificado para o politicamente correto nas escolas, nas universidade e reforçado pela mídia amestrada, jogando-os na vala da total ignorância sobre o que se passa no mundo real.
O povo Bruzundanguense julga tudo por uma impressão extraída da experiência cotidiana mais próxima e se crê muito seguro de si. De posse dessa impressão tirada do seu sentimento interior, cada um pronuncia os julgamentos mais infantis, irrealistas e medonhos. As pessoas das Bruzundangas precisam parar de imaginar que o mundo da política é o que sai na Folha de S. Paulo, o que é noticiado pelo “Jornal da Globo” e pelas demais redes brasileiras de televisão e trate de se preocupar com a contaminação de idéias e ideais marxistas buscando leituras e estudos mais especializados. Acontece que o povo bruzundanguense não está disposto a esse sacrifício atroz, prefere o conhecimento por osmose que não requer esforço algum, pois sempre haverá um idiota que colocará as “informações” no buraco oco que fica entre as suas orelhas.
Dostoiévski já dizia que “uma cabeça oca não tem necessidade de se encher”.

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CENTRO INTERNACIONAL DO TROTSKISMO ORTODOXO e LIT-QI SE REUNIFICAM

Recentemente tivemos em São Paulo um episódio de agitação revolucionária que resultou em estopim para a baderna nacional que se seguiu em várias capitais brasileiras. Esse movimento revolucionário foi iniciado por organizações comuno-socialistas-esquerdistas cujo objetivo, dentre outros, nada mais era do que dar um recado ao governo comunista do PT e sua base aliada que eles não estavam sendo tão socialistas quanto se propuseram ser. Esperava-se com aquela ação, dar um novo impulso para acelerar a caminhada rumo ao socialismo totalitário marxista-leninista.

Na quarta (17) para quinta-feira (18) a baderna planejada se estendeu na cidade do Rio de Janeiro. É o movimento revolucionário entrando em sua fase mais aguda, mas não espere que a mídia marxista brasileira vá divulgar isso. Ela jamais irá fazê-lo, pois é igualmente revolucionária e almeja um regime comunista para o Brasil. Os meios, são meros detalhes; os fins justificam-nos. Os exemplos estão aí saltando aos olhos daqueles que desejam enxergar.

Este aspecto será melhor compreendido conhecendo-se a gênese de dois partidos políticos Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU) e Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL) que tiveram ação direta naquele episódio de São Paulo e que resultou na baderna nacional. Saiba o que esses partidos são, o que defendem e a quem representam lendo o artigo que se segue.

Anatoli Oliynik.

Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo e LIT-QI se reunificam
Carlos I.S. Azambuja

Resumo: Uma análise detalhada de alguns partidos revolucionários que contribuem para transformar o Brasil num laboratório de grupos radicais da extrema esquerda internacional, com a conivência ilegal do Tribunal Superior Eleitoral.

© 2007 MidiaSemMascara.org

“Não se pode ter razão contra o partido” (Trotsky, XIII Congresso do PCUS, 1924).

Após mais de uma década de separação, a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI) e o Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO) decidiram se reunificar no próximo Congresso Mundial da LIT-QI, a ser realizado em março de 2008. Essa decisão é o resultado de mais de três anos de discussões, reuniões conjuntas, políticas comuns sobre os principais fatos da luta de classes e ação unificada nos países onde existem partidos das duas organizações.

Ambos defendem a Revolução Socialista Mundial, mas consideram que não há revolução socialista se as fábricas não forem expropriadas, se os bancos e o comércio dos capitalistas nacionais e estrangeiros não passarem para as mãos dos trabalhadores, e se não for estabelecido um Governo Operário, Camponês e Popular, isto é, uma Ditadura Revolucionária do Proletariado que funcione com democracia operária, tal como o regime estabelecido pelo Partido Bolchevique de Lenin e Trotsky de 1917 a 1924, considerados pelos trotskistas “os anos épicos da grande Revolução Russa, o regime mais democrático que a humanidade conheceu”.

Vejam um trecho de um documento de autoria do Secretariado da Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional, cuja sede é na Argentina, datado de 12 de março de 2007, cujo representante no Brasil é o grupo trotskista Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), tornado legal pela Justiça Eleitoral, muito embora seus objetivos sejam a derrubada do regime político representativo tal como definido pela Constituição brasileira e muito embora seja também uma extensão de um grupo político internacional:

“A luta pela democracia operária implica uma batalha sem tréguas contra as burocracias sindicais e políticas que governam os organismos de massas da classe operária com métodos de gangsters, que impedem os operários de discutir abertamente em assembléias as tarefas e as políticas contra o jugo da exploração capitalista. A luta pela democracia operária significa, em última análise, a batalha para que seja novamente a classe operária, com seus métodos, que se coloque à frente de todos o explorados na luta contra o imperialismo e seus aliados, diretos ou indiretos, que se opõem à substituição do capitalismo pelo socialismo tal como Marx o concebeu e tal como foi implementado pelo Partido Bolchevique nos primeiros anos da Revolução Russa. A luta pela democracia operária significa, ao mesmo tempo, o mais intransigente combate ideológico e político contra todas as expressões da democracia burguesa que, com seu parlamentarismo formal, desvia os trabalhadores da luta contra o capitalismo imperialista, mantendo-o sob a dominação política de seus inimigos de classe”.
“Somos contra todos os governos de Frente Popular como os de Lula, Evo Morales e Tabaré Vásquez. Todos esses são governos da burguesia, que estão aplicando os planos do imperialismo e das burguesias nacionais. Estamos igualmente contra governos nacionalistas burgueses como o de Chávez, na Venezuela, Correa no Equador e Ortega na Nicarágua, que sob o falso disfarce de enfrentamento com o imperialismo e do `socialismo do século XXI´, não têm outro objetivo a não ser preservar a exploração capitalista e desviar a mobilização da classe operária e das massas trabalhadoras. Combatemos igualmente as correntes que, como o lambertismo e o mandelismo do Secretariado Unificado da Quarta Internacional, que renunciaram à tradição leninista e trotskista ao se integrarem ao governo burguês de Lula”. Para nós, as velhas consignas dos fundadores da Primeira Internacional mantêm toda sua vigência: `A libertação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores e Proletários de todo o mundo, uni-vos!´”
“Para cumprir essas tarefas é necessária a construção de um Partido Mundial da Revolução, que funcione com centralismo democrático; que faça da classe operária o centro de sua ação; que tenha como razão de ser a luta pelo poder em cada país e no mundo, para que seja a classe operária a detentora do poder de Estado; e que faça da teoria revolucionária uma de suas principais ferramentas para definir o programa e as palavras de ordem. Ou seja, um partido leninista de combate para destruir o capitalismo imperialista, que se oponha a ele e dispute a consciência e a direção dos trabalhadores com os chamados `partidos anticapitalistas´, que sob seu palavrório `socialista´, ocultam sua verdadeira intenção de renunciar à luta aberta de classes contra os governos burgueses e contra o imperialismo”.
“Defendemos a derrota militar dos exércitos de ocupação no Iraque e o triunfo da resistência do povo iraquiano. Colocamo-nos ao lado daqueles que defendem a derrota militar dos exércitos das Nações Unidas e pelo triunfo da resistência popular no Afeganistão. Exigimos a retirada imediata das tropas das Nações Unidas e da OTAN, que são tropas imperialistas, de Kosovo, do Haiti e de todos os países que estão sob intervenção com desculpas `humanitárias´. Chamamos os trabalhadores e os povos da Venezuela, Brasil, Bolívia, Uruguai, Equador, Nicarágua e Argentina a abandonar toda ilusão nos governos de seus países e a enfrentar seus planos com a mobilização. Todos esses governos são burgueses” (http://www.pstu.org.br/internacional_materia.asp?id=6590&ida=0).

O que é a Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional (LIT/QI)

A LIT/QI foi constituída em de 1981, pelo argentino Hugo Miguel Bressano (“Nahuel Moreno”). É herdeira da Tendência Bolchevique, posteriormente ex-Fração Bolchevique, constituídas e dirigidas por Ernesto Gonzalez e “Nahuel Moreno”, já falecidos. Em 1992/1994, a partir de uma crise no Movimiento Al Socialismo (MAS), grupo trotskista argentino, quando do V Congresso Mundial da IV Internacional, ocorreram cinco cisões e formações de correntes em nível internacional, dando surgimento ao Centro Internacional de Reconstrução (CIR); à Tendência Bolchevique Internacionalista (TBI), logo transformada no Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO), que é dirigido pelo Partido Socialista dos Trabalhadores colombiano e onde está agrupada a maioria dos grupos e partidos da América Central; à Tendência Morenista, logo transformada na União Internacional dos Trabalhadores (UIT), vinculada ao Movimento Socialista dos Trabalhadores argentino; à Fração de Esquerda, vinculada ao grupo Socialismo Revolucionário italiano, que abandonou o trotskismo; à Tendência Reconstrução, atual Liga Internacional dos Trabalhadores, dirigida pelo PSTU brasileiro, à qual o MAS argentino e o PRT da Costa Rica estão vinculados; à tendência Corrente Proletária da LIT.

Atualmente, o Morenismo, como corrente internacional, se encontra em um processo de “re-reorganização”, que combina alguns dos reagrupamentos acima mencionados, como um setor do CITO e da LIT e novas divisões, dentro das quais se destacam a expulsão do MAS argentino da LIT, o que ocasionou a formação da corrente internacional Socialismo e Barbárie e a ruptura do MST em duas organizações: o MST Alternativa e o MST Esquerda Socialista e a construção da Liga Socialista Internacional. Era essa a situação em fevereiro de 2007. Na França e Espanha as seções da LIT fundiram-se com os grupos lambertistas e, na Inglaterra, com os grupos The Militant e Socialist Worker Party (SWP).

Organizações que integram a LIT/QI:

ARGENTINA o Frente Obrero Socialista – FOS, AUSTRÁLIA o International Socialist League, BOLÍVIA o Movimiento Socialista de los Trabajadores. COSTA RICA o PartidoObrero Socialista e o Movimiento de Trabajadores y Campesinos – MTC, CHILE o Movimiento por el Socialismo, EQUADOR o Movimiento al Socialismo (MAS), FRANÇAo Groupe Socialiste Internacionaliste, ESPANHA o Partido Revolucionário de los Trabajadores, o Lucha Internacionalista, HAITI o Ligue Comunista Internacionaliste des Travailleurs, PARAGUAI o Partido de los Trabajadores, PERU o Partido Socialista de los Trabajadores, PORTUGAL o Frente de Esquerda Revolucionária, REPUBLICA DOMINICANA o Partido Revolucionario Socialista, TURQUIA o Enternasyonal Bülten,INGLATERRA o International Socialist League.

Em 1999, a LIT, através do KORKOOM (Comitê Coordenador para a Construção de um Partido Operário Internacional) passou a editar a revista Marxismo Vivo, dedicada ao debate teórico, programático e político. Também o tablóide Correo Internacional, porta-voz da LIT, a partir de março de 2000 passou a ser difundido no Brasil como encarte ao jornal do PSTU.

“Jonas Potiguar” (possivelmente codinome utilizado pelo brasileiro Eduardo de Almeida Neto), membro do Comitê Central do PSTU e da Comissão Executiva Internacional da LIT, é o editor da revista Correo Internacional; escreveu um artigo sobre o temaNarcotráfico, publicado no Opinião Socialista de 10 de dezembro de 1999/25 de janeiro de 2000, sendo apresentado pelo jornal como “dirigente da LIT”.

Martin Hernandez é um dos membros do Comitê Central e da Comissão Executiva Internacional (CEI) da LIT, autor do trabalho intitulado Dez Anos de Entrismo no PT, que resume a experiência dos trotskistas brasileiros na década de 80 dentro do Partido dos Trabalhadores.

O que é o Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO)

(http://www.geocities.com/CapitolHill/Lobby/6106/declarar.htm).

O Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (CITO) surgiu em julho de 1994 a partir da ruptura de seus componentes com a Liga Internacional dos Trabalhadores. OCITO reivindica a tradição do marxismo revolucionário (expressão que significa trotskismo) como sua herança teórica. Entre os principais documentos dessa herança estão o Manifesto Comunista, os quatro primeiros congressos da Internacional Comunista, o Programa de Transição da Quarta Internacional e a atualização doPrograma de Transição, efetuada por “Nahuel Moreno”.

O CITO rompeu com a direção da LIT alegando que esta abandonou o método do Programa de Transição e cedeu às pressões da reação democrática, como demonstram suas políticas concretas em múltiplas latitudes. Para o CITO, a LIT também “abandonou o Programa de Transição e adotou um programa etapista”; apoiou: uma campanha de ajuda operária internacional à Bósnia, com apoio político, militar e financeiro do imperialismo; a ala esquerda da política do imperialismo e da burocracia na ex-URSS; a colaboração com o imperialismo espanhol e a política de Felipe Gonzalez; a capitulação da Somália à invasão imperialista; a Europa Ocidental e a resistência ao Acordo de Maastricht; as eleições gerais no Brasil e a democracia radical; o PT nas eleições de 1996; a política democrática burguesa do Exército Zapatista, no México; a propaganda abstrata e o chamado a votar e votar, na Argentina.

O CITO combate em favor do reagrupamento dos revolucionários do mundo inteiro e promove o intercâmbio de opiniões e experiências nessa perspectiva. “Estamos conscientes de nossas limitações, escassos recursos e marginalidade, e cremos que para avançar em direção à construção do Partido Mundial da Revolução Socialista, pelo qual lutaram Marx, Engels, Lênin e Trotsky, é imprescindível promover o mais amplo debate, a fim de interpretar da forma mais acertada a situação internacional e procurar as vias mais adequadas para a construção dos partidos revolucionários nacionais da Quarta Internacional”.

O que é o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

Em maio/junho de 1992, o grupo trotskista Convergência Socialista foi expulso do PT, sob a acusação de “radicalismo extremado”. Um mês depois, em julho de 1992, a Convergência e outros sete grupos minoritários constituíram a Frente Revolucionária, com o objetivo de construir o “partido da Revolução”.

Em abril de 1993, a Convergência e alguns grupos que integravam a Frente Revolucionária constituíram o Movimento Pró-PSTU.

Em junho de 1994 foi realizado em São Paulo o Congresso de Fundação do PSTU, sendo eleita uma Coordenação Nacional composta por 37 membros, 18 dos quais (maioria absoluta) eram militantes da Convergência Socialista. O PSTU atribuiu a sua formação “à claudicação de setores de esquerda e da direção majoritária do PT diante da institucionalidade burguesa, a adaptação do programa a uma estratégia de colaboração de classes e da aceitação da `vitória´ do capitalismo”.

A Frente Revolucionária, composta pelos grupos que não aceitaram o PSTU, continuou a existir, por um certo tempo, em vários Estados.

O PSTU atuou no Movimento Sindical, dentro da CUT, através da tendência “MTS- Movimento por uma Tendência Socialista”. Seu órgão de formação política é o “IES-Instituto de Estudos Socialistas”. Atualmente seu braço sindical é a Conlutas -Coordenação Nacional de Lutas (uma coordenação composta por entidades sindicais, organizações populares, movimentos sociais etc., fundado em janeiro de 2005, em Porto Alegre, por ocasião do V Fórum Social Mundial. Tem como objetivo organizar a luta contra as “reformas neoliberais do governo Lula – Sindical/Trabalhista, Universitária, Tributária e Judiciária – e também contra o modelo econômico que o governo aplica no país, seguindo as diretrizes do FMI”), e o órgão para intervenção no movimento estudantil é o Conlute – Coordenação Nacional de Lutas dos Estudantes; a Conlute foi criada no Encontro Nacional contra a Reforma Universitária no Rio de Janeiro em maio de 2004, em um Encontro realizado na UFRJ, que teve a presença de 1.500 estudantes – antes da Conlutas, portanto. Seu objetivo é inserir os estudantes na luta contra as políticas educacionais e econômicas do governo Lula e construir uma alternativa de direção para o movimento estudantil, “tendo em vista a falência e o governismo da UNE”, há mais de 30 anos um feudo do Partido Comunista do Brasil através da UJS-União da Juventude Socialista.

“Queremos ajudar a construir uma democracia. Essa que está aí não é a nossa democracia. Acreditamos no socialismo e na revolução, mas Cuba, por exemplo, não é uma referência para nós. Estamos indignados com tudo o que está acontecendo. Daí o `Fora todos´”- diz Júlia Eberhardt, de 25 anos, uma das “organizadoras” do Conlute. Julia Eberhardt é militante do PSTU e integrante do grupo Ruptura, da Juventude do PSTU. No 49º Congresso da UNE, realizado em Goiânia/GO de 29 de junho a 03 de julho de 2005, foi eleita para integrar a diretoria da União Nacional de Estudantes. Júlia ficou na diretoria executiva da UNE até janeiro de 2006, quando ela e outros integrantes do PSTU decidiram romper com a UNE e com a UBES-União Brasileira de Estudantes Secundaristas, “feudos do PC do B”.

Cursos de formação política socialista são ministrados, desde 1996, a trabalhadores, estudantes, membros de organizações de esquerda e de movimentos populares, pelo Instituto de Estudos Socialistas (IES). A constituição do IES deveu-se, segundo a visão de seus fundadores, ao “mar de confusão surgido junto à classe trabalhadora e à juventude de todo o mundo face ao pretexto que ideólogos do capitalismo passaram a difundir sobre o fim do socialismo e vitória da economia de mercado”. Como conseqüência disso, muitos socialistas – segundo os fundadores do IES – sucumbiram à propaganda imperialista.

“Todavia”, prosseguem os fundadores do IES, “a História não se conta em anos, mas em décadas e séculos, e é caprichosa em desmentir as farsas. Assim como mostrou que as ditaduras stalinistas eram o oposto do verdadeiro socialismo, não demorará a desmascarar o paraíso capitalista. A política de colaboração de classes, praticada por lideranças dos trabalhadores, só ajuda ao capital a manter a atual situação e miséria para milhões de despossuídos. Em todo esse contexto, o Instituto de Formação e Estudos Socialistas nasce reivindicando o método do socialismo científico, não como um dogma, mas como o que de melhor produziu a mente humana como instrumento de investigação, análise e para a ação. Nasce a serviço dos trabalhadores e de um projeto transformador e revolucionário, mas, ao mesmo tempo, autônomo, independente e plural. Reivindica a autonomia do conhecimento em relação às estruturas políticas e critica o pensamento único. Nasce para fomentar e transformar-se em um canal nacional de discussão e estudo de temas candentes em todo um mundo em constante transformação, e acreditando, como os mestres do socialismo, que não existe política verdadeiramente transformadora sem que seja guiada pela teoria, pelo estudo e pela compreensão profunda da realidade. Considera que o socialismo vive mais do que nunca na luta dos trabalhadores, em cada greve, em cada ocupação de terra e em cada mínima luta dos oprimidos, lutas que são a garantia da necessidade, do sucesso, do crescimento e da afirmação do IES”.

A sede do IES é na rua Domingos de Morais 348, sala 46, Vila Mariana, São Paulo.

Finalmente, o PSTU e a Liga Internacional dos Trabalhadores – Quarta Internacional (LIT-QI) promoveram uma homenagem a Nahuel Moreno, dirigente revolucionário argentino e fundador da LIT. “20 anos sem Moreno – Uma vida construindo uma Internacional operária e marxista para a revolução socialista” no dia 3 de março de 2007 no auditório Simon Bolívar, do Memorial da América Latina, em São Paulo.

Durante o evento, dirigentes de vários partidos que hoje fazem parte da LIT, falaram sobre sua trajetória e elaborações políticas. Dentre eles Eduardo Almeida Neto (PSTU – Brasil), Angel Luís Parras (Partido Revolucionário dos Trabalhadores da Espanha), Alicia Sagra (Frente Operária Socialista – Argentina) e Valério Torres (Partido de Alternativa Comunista, da Itália, que recentemente aderiu à LIT), Oscar Angel, dirigente do Centro Internacional do Trotskismo Ortodoxo (Cito) e do Partido Socialista dos Trabalhadores (Colômbia). Além disso, representantes de organizações que reivindicam a tradição morenista, como Miguel Sorans (da União Internacional dos Trabalhadores e da Esquerda Socialista – Argentina) e João Batista de Araújo, o Babá (Corrente Socialista dos Trabalhadores/PSOL). Independente de saber se até 8 de março de 2008 estarão superadas as divergências irreconciliáveis que separaram o CITO da LIT: o abandono, por parte da LIT, do método do Programa de Transição; o apoio a: uma campanha de ajuda operária internacional à Bósnia, a colaboração com o imperialismo espanhol e a política de Felipe González; à capitulação da Somália à invasão imperialista; à Europa Ocidental e à resistência ao Acordo de Maastricht; às eleições gerais no Brasil; ao PT nas eleições de 1996; à política democrática burguesa do Exército Zapatista, no México; à propaganda abstrata e o chamado a votar e votar, na Argentina, torna-se interessante recordar o que estatui o artigo 5º da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei 9096 de 19 de setembro de 1995):

-”A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros”.
A Constituição, por sua vez, define que:

Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

I – caráter nacional;
II – proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes”.

É lamentável que o Tribunal Superior Eleitoral ignorando esses preceitos tenha registrado, tornando legal, o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado [PSTU] e, mais recentemente, o Partido do Socialismo e Liberdade [PSOL], que se auto definem como “partidos leninistas de combate para destruir o capitalismo imperialista”.

Os acréscimos sob colchetes são meus (AO).

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A PRETEXTO DE PROTESTOS

Por Anatoli Oliynik

Os protestos registrados nas principais cidades brasileiras e também em algumas de menor porte estão sendo levados a cabo por grupos aparentemente sem nexo entre si. Porém, se bem observado o fenômeno, constata-se que esse movimento tem servido de pretexto para consolidação e entrelaçamento de tais grupos que vão assim construindo a perigosa rede internacional anarquista sob a Bandeira do Fórum Social Mundial.

N  o seja manipulado

O povo – sempre desempenhando o papel de idiota deslumbrado – serve como massa de manobra para camuflar o movimento revolucionário transvestido de passeatas de protestos para ganhar simpatias e obter a adesão de companheiros de viagem, idiotas úteis, desocupados, patricinhas e riquinhos reformadores do mundo, todos sob o comando das militâncias articuladas, visto que nenhum movimento dessa envergadura pode surgir espontaneamente, como a mídia engajada brasileira e internacional quer fazer parecer.
Essas manifestações de rua nas cidades preparam e delineiam os contornos de um novo bloco anarco-comunista mundial já em fase adiantada de gestação.
Tais forças anarco-comunistas se lançam de modo violento contra o capitalismo visando até os seus fundamentos legítimos, como a propriedade privada e a livre iniciativa. Assim, no dizer delas mesmas, o combate não é dirigido contra qualquer globalização, mas sim contra a globalização capitalista.
Os contestatários querem, também eles, uma globalização, mas do tipo anárquico-tribal, na qual, em última instância, sejam dissolvidas todas as nações e abolidas as autoridades, favorecendo assim o surgimento de pequenas comunidades autogestionárias, totalmente igualitárias. Basta dar uma vista-d’olhos nas centenas de ONGs existentes no Brasil.
O que o movimento revolucionário brasileiro está dizendo é que o governo comunista do PT não está sendo tão socialista quanto os anarco-comunistas gostariam que fosse. Assim, as passeatas de protesto visam dar o impulso necessário na direção do socialismo totalitário. Qualquer criança de sete anos, ou indivíduo com QI acima de 2,5 percebe isso. Basta ler as frases e os chavões dos cartazes nas mãos dos manifestantes revolucionários.
Para finalizar, se alguém deseja entender o que se esconde por trás desses protestos brasileiros, e também de outros semelhantes ocorrendo em dezenas de países, precisa estudar as agendas do Fórum Social Mundial, das Elites Globalistas e, acima de tudo, da ONU que, em última análise, é o comando central de todo o processo mundial.

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DUAS VISÕES DE UMA REALIDADE

Por Anatoli Oliynik

“Quanto menos um sujeito entende o mundo, mais assanhado fica para transformá-lo.” (Olavo de Carvalho)

Comunistas 1 Um comuno-socialista encontra este cartaz e, ao que tudo indica, se empolga com a indefectível soberba comunista na qual o indivíduo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio de ações acima da política e se acredita agente ou portador de um futuro melhor, mas que na realidade não passa de um reles revolucionário psicopata.
O comuno-socialista é revolucionário psicopata não porque propõe respectivamente o predomínio de uma classe ou de uma raça, mas porque faz dessas bandeiras os princípios de uma remodelagem radical não só da ordem política, mas de toda a vida humana. Os malefícios que prenuncia tornam-se universalmente ameaçadores porque não se apresentam como respostas locais a situações momentâneas, mas como mandamentos universais imbuídos da autoridade de refazer o mundo segundo o molde de uma hipotética perfeição futura.
O diálogo entre o comunista e o conservador se inicia a partir desse cartaz onde o comuno-socialista envia-o por meio eletrônico ao seu interlocutor como que dizendo: “Olha aí, como nós somos os bons; estamos acima de partidos políticos e lutamos pelo ‘bem-estar’ da humanidade!” Ao ensejo, procura subverter o seu interlocutor, invertendo os fatos históricos e espargindo a sua fumacinha satânica. Vejamos como foi a conversa entre ambos:

(o comunista inicia o diálogo assim)

“JG,
Não podemos confundir um idealista com os regimes políticos que dizem representa-los.
Tanto é verdade que muitos comunistas foram mortos pelos ditos regimes comunistas pelo simples fato de que os idealistas são aqueles indivíduos que teimosamente insistem em ter liberdade de pensar e de agir e portanto não servem para as estruturas de poder instaladas em nome do regime.
Você é um comunista, no meu entendimento, pois tem um ideal humanista e luta insistentemente pela liberdade e eliminação da ignorância nos agrupamentos humanos.
Mas como rótulos é que valem…. fica valendo aquele que comunista só come criancinha, literalmente. (JE)”

O conservador responde e explica como ele enxerga as coisas e como devem ser:

“JE:
Como sempre digo, pobre de quem não foi anarquista aos vinte anos.
Você tem toda razão, quanto a falar nos comunistas por ideal. Só que o tempo passa, mano. Com isto, passamos a entender que os ideais são a mola, mas que, como quaisquer engenhocas, precisam do conhecimento da realidade, dos pés no chão, para que seja possível o impulso.
George Orwell é um grande exemplo. Ele, socialista sincero, engajou-se como militante, lutou na guerra civil espanhola pelos republicanos, verteu sangue por seus ideais e, um dia, descobriu que uns são mais iguais do que outros. Com a ira do que se percebeu enganado pelos “mais iguais”, aqueles que, como muitos ao nosso redor hoje, meros e desavergonhados cáftens dos ideais alheios.
Com o tempo, à medida que tomamos conhecimento das possibilidades e limitações da vida, vamos aos poucos substituindo o igualitarismo por um termo menos absoluto: equidade. Equidade nos direitos e nos deveres. Cada qual com seu potencial, mas todos com direitos às conquistas básicas da humanidade. Porém sem demagogia barata que assassina a meritocracia e que transforme o que produz em burro de carga dos que não produzem.
Porque nós, seres humanos não somos iguais (ainda bem!). A natureza não distribui igualmente seus dons a todos, infelizmente (ou felizmente?). Ainda assim, mesmo que sejamos diferentes, todos temos direito às mesmas coisas, ainda que nem sempre os caminhos da vida nos tenha levado todos à segurança. Sou pobre, mas não tenho nada que reclamar. Minha situação atual é produto de minha própria construção.
Se a competição no mundo capitalista indubitavelmente produz resultados mais eficazes, é o freio das idéias socialistas que permite aparar as arestas com a responsabilidade de amparar os menos aquinhoados.
Por isto, exatamente por isto, acho que tanto o empreendedorismo não deve ser castrado pelo burocratismo improdutivo e vampiresco, como a competitividade não resulte no aplastramento e miséria dos menos capazes. A sociedade humana não pode transformar-se em uma selva canibalesca, num extremo, nem em um pântano estagnado, monolítico e igualmente canibalesco, no outro.
É por isto quer acredito nas diferenças e no diálogo. É por isto que não confundo idealistas com aproveitadores. Em uma sociedade pluralista, há, sim, lugar para todas as vertentes de pensamento, para todas as tentativas de buscar evolução e progresso. Porém, uma sociedade monolítica, onde é válido punir quem é diferente, onde se executa por “crimes de pensamento”, não há evolução. Há engessamento, apodrecimento. Com relação a tal sociedade, ainda que fosse resultado de idealismo – não sei de idealistas que tenham sobrevivido à falta de idealismo dos aproveitadores cínicos, os tais “mais iguais” – ainda que fosse produto de idealismo, eu seria radicalmente contra. Contra por absoluta falta de características de humanidade.
Somos tão iguais quanto o DNA, a íris dos olhos ou as impressões digitais.
O chato do idealista é que os pés não estão no chão, como eu disse. Daí, os aproveitadores fornecem o impulso (por interesse) e terminam por transformar o produto do ideal em proveito próprio.
Pior que tudo é ver o processo utilizado, amoral e aético, onde a verdade pouco importa, onde os direitos são dados como esmola a um povo descrente de que possa melhorar, mantido na ignorância pelo panis et circenses, enquanto a claque se locupleta, sem dar bola para os tais “desprotegidos da sorte” em nome dos quais assumiu o poder.
Não, mano. Absolutamente não confundo idealistas com aproveitadores. Só que os primeiros, para evitar o domínio dos segundos, precisam urgente deixar sua torre de marfim e acordar para a realidade, onde as pessoas são, básica e necessariamente, diferentes.
Um grande abraço! (JG)”

O comunista se julga habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas, ele está tão acima da humanidade histórica que não é inexato chamá-lo de Super-Homem. O que ele esquece é que nem todos são idiotas, soberbos ou psicopatas como ele.

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EU SÓ QUERIA ENTENDER

A atenção excepcional concedida aos crimes hitleristas é perfeitamente justificada. Ela responde à vontade dos sobreviventes, de testemunhas, dos pesquisadores de compreender e das autoridades morais e políticas de confirmar os valores democráticos.

Mas por que os testemunhos dos crimes comunistas têm uma repercussão tão fraca na opinião pública?

Por que o silêncio constrangido dos políticos?

E, sobretudo, por que um silêncio “acadêmico” sobre a catástrofe comunista que atingiu, há aproximadamente 96 anos, um terço da espécie humana, sobre quatro continentes?

Por que essa incapacidade de situar no centro da análise do comunismo um fator tão essencial quanto o crime, o crime de massa, o crime sistemático, o crime contra a humanidade?

Estamos diante de uma impossibilidade de compreensão?

Não se trata, antes, de uma recusa deliberada de saber, de um medo de compreender?

As, aproximadamente, 149 milhões, 469 mil e 610 vitimas desse genocídio, aguardam respostas! Até quando?

http://anatolliumblogpolitico-conservador.blogspot.com.br/2011/11/conta-macabra-do-comunismosocialismo.html

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PRECONCEITO CRONOCÊNTRICO

Por Anatoli Oliynik

“A principal coisa que está errada com o mundo é que nós não perguntamos o que é certo”

A sentença que se segue faz pensar sobre o preconceito cronocêntrico que vivemos.

“Só o homem que sai deliberadamente em busca do que foi esquecido tem a medida da miséria da sua época.”

Por definição, ninguém jamais dá pela falta do conhecimento perdido. Quando a nossa conta bancária entra no vermelho, imediatamente o gerente do banco soa o alarme. Quando deixamos de pagar a conta de água, a companhia de água se encarrega de cortar o fornecimento. O mesmo acontece quando deixamos de pagar a fatura de energia elétrica, a duplicata, o boleto etc. E assim temos a consciência de que a nossa vida econômica vai mal, que há uma perda, um retrocesso e que estamos caminhando rumo à falência financeira ou econômica. Mas com o conhecimento não é assim. Não há alarme algum. Chega-se ao fundo do poço sem consciência de que nos encontramos lá. É a tal “zona de conforto”, porque leitura dá trabalho, exige esforço, dedicação e poucos estão dispostos a isso. Por essa razão uso no meu Blog Cultural (ver http://anatoli-oliynik.blogspot.com/) o dístico “O saber é solitário” inserido abaixo de uma figura que mostra um homem no alto de um penhasco e à beira de um precípio. Solitário porque aquele que sabe alguma coisa, um pouco mais que os demais, já não encontra com quem dialogar sobre o mundo e sobre a realidade da vida. O lema preferido no presente se concentra no reducionismo e no relativismo.

Não leio praticamente obra alguma da atualidade. Não as leio porque não há nada para ler. Concentro-me nas obras do passado porque elas incorporam experiências verdadeiras às nossas vidas pessoais. As experiências, representadas simbolicamente pelos grandes autores do passado ajudam a compreender a realidade do mundo. Compreendendo a realidade do mundo percebemos a miséria cultural do nosso presente. Estou falando de regra geral.

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O ROMANTISMO E O CONCÍLIO VATICANO II

Por Anatoli Oliynik

Esta breve análise procura mostrar que o Romantismo penetrou no Concílio Vaticano II (CV II) e plantou suas sementes gnósticas parasitando a Santa Igreja Católica Apostólica Romana começando pela Santa Missa e culminando na divisão dos fiéis em dois grupos: os que procuram mostrar que o CV II estava parasitado, embora não deva ser condenado ipsum totum, e os que não aceitam este fato.

Concilio Vaticano II  1962 1965

O autor toma por base a tese de doutoramento do prof. Orlando Fedeli sobre “Romantismo, Cabala e Esoterismo”, aprovada pela USP, em 1988, a Carta Encíclica do Sumo Pontífice PIO X “PASCENDI DOMINICI GREGIS sobre as doutrinas modernistas” e a vídeo-aula “Aspectos Gerais do Romantismo” da professora doutora Ivone Fedeli publicada no website “MONTFORT Associação Cultural”, em 2011.

Comecemos esclarecendo o Romantismo:

“O Romantismo não tem dogma, nem princípio, nem objetivo, nem programa, nada que se situe dentro de um pensamento definido ou de um sistema de conceitos (…). O Romantismo é uma atitude vital de índole própria e nisso reside a impossibilidade de determinar conceitualmente a sua essência” (Nicola Hartman. A Filosofia do idealismo alemão. Lisboa, Gubelkian, 1983, pp. 189-190).

“O Romantismo representa o desejo de ressacralizar a vida, a tentativa de edificar uma nova Fé que fosse capaz de substituir o catolicismo tradicional” (GUSDORF, Le Romantisme, Payot Paris, 1993, p. 657)

A doutora Ivone Fedeli faz um alerta para aquelas pessoas que imaginam que o romantismo não passa de um gênero literário escolar, uma relação amorosa ou um estado de espirito:

“É preciso estudar o Romantismo no seu aspecto doutrinário. Na verdade, o romantismo é uma escola de pensamento muito mais ampla do que se possa imaginar. (…) O Romantismo está na gênese do marxismo e na gênese do nazismo, bem como na origem do modernismo. (…) O Romantismo é uma doutrina que estendeu sua influência a todas as esferas do pensamento”.

Para mostrar que o CV II estava parasitado pelo Romantismo, irei ater-me a um único ponto que aparece na Santa Missa da Igreja Católica, comparando a Missa de São Pio V (papa 1566-1572), conhecida entre nós como Missa Tridentina, e a Missa de Paulo VI (papa 1963-1978), produto do modernismo introduzido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).

Na Missa Tridentina depois do Glória (ou depois do Kyrie, quando não há Glória), o sacerdote volta-se para o povo dizendo:

“Dominus vobiscum” [O Senhor seja convosco]

Desejando a mesma benção ao sacerdote, o povo, ou, o coroinha em nome do povo responde:

“Et cum spiritu tuo” [E com vosso espírito]

Esta piedosa saudação repete-se várias vezes na Santa Missa, entre o sacerdote e o povo, como que para se animarem mutuamente a perseverar no fervor.

Já na Missa Nova – a encomendada por Paulo VI – o “Et cum spiritu tuo” foi traduzido como:

“Ele está no meio de nós”.

A respeito desta expressão, a doutora Ivone Fedeli levanta a seguinte questão:

“Essa tradução esquisita “Ele está no meio de nós”, poder-se-ia entender como “Ele está entre nós”, mas não é isso, pois vendo a direção que tomou essa teologia da missa, encomendada e criada por Paulo VI, é de se perguntar se as pessoas que fizeram essa tradução tão esquisita se elas estavam querendo dizer “Ele está entre nós”, porque “no meio de nós” é a palavra que os românticos usam tecnicamente”.

O prof. Orlando Fedeli em sua tese de doutoramento explica o que os Românticos pensam e como esse pensamento se relaciona com a Missa Nova de Paulo VI:

“Deus, o universo e o homem não teriam apenas uma correspondência poética. Entre eles haveria muito mais: haveria uma certa identidade substancial na medida em que o espírito divino – o Espirito Santo – está ao mesmo tempo, em Deus e também no cosmos e no homem, como um germe em vias de se desenvolver. Nesse sentido é que os românticos diziam que Deus era o ‘Centro’ (Zentrum), o ‘meio’ (Mitte) o ‘coração’, o ‘núcleo’ (kern), do homem e da natureza. Daí a Missa Nova de Paulo VI – pelo menos na tradução em português, quando o sacerdote diz: ‘O Senhor esteja convosco’, o povo proclama: ‘Ele está no meio de nós’. No meio, isto é, em Mitte, no Centrum de nós”.

E prossegue:

“E os que fizeram essa tradução esdrúxula do ‘Et cum spiritu tuo’ [E com vosso espírito] podem muito bem se escusar lembrando que na Constituição Gaudium et Spes se diz:

“Por isso, proclamando a vocação altíssima do homem e afirmando existir nele uma semente divina, o Sacrossanto Concílio oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de uma fraternidade universal que corresponda a esta vocação” (Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, n.º 3).

“… essa idéia, exposta na Gaudium et Spes, mais do que corresponde, é idêntica ao que expunha a Gnose romântica:

“O fragmento 41 das Ideen evoca a necessidade de um contrapeso espiritual à Revolução, que cada um deve encontrar em si mesmo: assim o centro de equilíbrio de toda verdade se situa no espaço interior; todo movimento ‘deve vir do centro’, indica o fragmento 50. O centro é o lugar privilegiado a partir do qual se exerce a visão religiosa do mundo: ‘a religião é a força centrípeta e centrífuga no espírito humano e o que liga os dois (…). A determinação do Centro, expressão de uma nova economia espiritual, põe em causa a vocação de cada homem para a humanidade” (G. Gusdorf. “Du Néant à Dieu dans le Savoir Romantique”, p. 311)

“A coincidência vai até a expressão vocação do homem à humanidade…”

A professora Drª Ivone complementa:

“Por este texto é possível perceber o quanto de influência que o modernismo teve no Concílio Vaticano II e na Missa Nova – o grande meio de difusão da doutrina do Concílio entre o povo Católico”.
“A essência do romantismo é: “Tudo é um”. Rebaixar o que é elevado e elevar o que é baixo, colocando tudo no mesmo nível. Em outras palavras: sacralizar o profano e tornar profano o sagrado. O objetivo final do romantismo é essa divinização do homem.”
“Ao contrário da Doutrina Católica que diz que ‘a revelação é feita por um Deus que é exterior ao homem no universo, e, portanto extrínseca, os românticos vão dizer com os modernistas que ‘a revelação é interior ao homem’ e que ela não é só revelação do homem a Deus, como também a revelação do homem ao homem, porque o homem vai saber o que ele é quando ele se descobrir como Deus”.

E finaliza:

“É uma pena que João Paulo II, que acaba de ser beatificado, diga que Cristo é o novo Adão. Lamentavelmente ele escorregou pela ladeira do romantismo (gnose) quando escreveu Redemptor Hominis n.º 8:

REDEMPTOR HOMINIS n.º 8: “Cristo que é o novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu Amor, revela também plenamente o homem ao mesmo homem e descobre-lhe a sua vocação sublime.” (itálico do original)

“Infelizmente essa expressão de revelar o homem ao homem é tipicamente romântica e tipicamente gnóstica. Não devemos esquecer que o papa João Paulo II teve uma profunda influência dos poetas românticos eslavos”.

A Missa de Pio V nunca foi proibida pela Santa Sé, mesmo depois do Concílio Vaticano II, todavia, no Brasil, os bispos ligados à CNBB – o núcleo comunista da Igreja no Brasil – simplesmente a aboliram. Vejamos um depoimento de Júlio Fleichman, presidente da “Permanência” durante trinta e cinco anos:

“A missa é o resultado místico de uma obra mística, de grandes místicos. Primeiro do próprio Jesus e depois os ritos surgiram de grandes místicos da Igreja, que foram, primeiro, os apóstolos, todos santos, depois grandes Papas santos e grandes doutores santos – com isso foi se formando a missa que tem, se não na sua integridade, pelo menos na sua essência, dois mil anos. E quando começaram a aparecer variações que punham em risco a pureza daquele ato litúrgico, o Concílio de Trento, no século XVI, estabeleceu as normas que a missa deveria seguir e o Papa, São Pio V, publicou uma encíclica famosa, chamada Quo Primum, proibindo que se fizessem modificações na missa dali para frente, coisa que os progressistas de Roma de nosso tempo não admitiram, e disseram que, se um Papa proibiu, o outro Papa, que tem poder igual, pode ‘desproibir’, e então fabricaram a missa de Paulo VI, que é essa que está aí.”

“Quando compreendemos que a missa nova era insuportável, começamos [Júlio, Gustavo Corção e outros] a procurar padres que nos dissessem a missa tradicional (…) até que descobrimos um padre holandês com quem fui conversar. Sentei-me ao seu lado no banco da Igreja e perguntei: ‘Padre, me diga uma coisa, o senhor acha que está proibido dizer a missa tradicional da Igreja? E ele me respondeu que não, que não podiam proibir a missa. Então, eu pedi ao padre que dissesse a missa para nós e ele aceitou. Tínhamos a missa na capela de umas freiras carmelitas, ao meio dia. E nós passamos cerca de quatro anos de felicidade tranqüila, porque para nós isso era o principal da nossa vida. Depois, perdemos a missa, porque uma das freiras nos denunciou e o cardeal mandou proibir. O padre holandês recebeu a proibição e ficou apavorado, com medo de o cardeal manda-lo de volta para a Holanda, e se recusou a continuar com aquela missa.”

O problema não é novo. O Papa Pio X por meio da Carta Encíclica “PASCENDI DOMINICI GREGIS” publicada em 8 de setembro de 1907, no quinto ano de seu pontificado, já alertava todo o povo Católico de que os inimigos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana provinham, também, de dentro da própria Igreja.

Embora um pouco longa, transcrevemos a “Introdução” da “Pascendi” para relatar que a crise é grave e é de fé.

INTRODUÇÃO: “A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.
Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.
Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.
Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico.
Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.
E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, a fim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos.”

Mesmo com a publicação desta Encíclica o processo de subversão da Igreja continuou e com Pio XII (1939-1958) deu-se o fim da Igreja, tal como ela foi durante vinte séculos. O ecumenismo – “Tudo é um” – e a revolução litúrgica caminham a passos largos rumo à humanização de Deus e a divinização do homem e da natureza.

Com relação ao ecumenismo Chesterton diz algo assim:

“As pessoas não se dão conta de que o mais grave risco que já correu a fé em Jesus Cristo e o risco de desaparecimento da fé cristã sobre a face da Terra, foi corrido num mar de boa acolhida, de boa vontade, de boa disposição, quando, às margens do Adriático, foi oferecido aos cristãos colocar lá sua estátua de Jesus no meio das outras, para ser mais uma entre as outras. Esse foi o mais grave risco que a religião cristã correu de desaparecer, porque foi para não admitir isso que os mártires morreram, que os mártires deram o sangue.”

Diante de tamanha gravidade para a Igreja de Cristo, devemos nos unir em oração suplicando à Imaculada Conceição para que proteja e defenda a Santa Igreja Católica Apostólica Romana dos insidiosos que a subvertem a partir de dentro, corrompidos que foram pelos inimigos externos da Igreja e de Deus. O mal jamais vencerá. Santa Maria, rogai por nós!

Escrito em 27/02/2013

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COMO SE TARTUFEIA OS OUTROS?

Por Anatoli Oliynik

A expressão “tartufo” está na maioria dos dicionários do mundo de tão importante que é a peça teatral de Molière.
Molière inventou esta expressão chamada “tartufo” que é a denominação de um tipo humano. Se alguém chamá-lo de tartufo não se sinta lisonjeado, pois é ruim. No dicionário o sentido que se dá é o de hipócrita.
A peça de Molière foi encenada no teatro pela primeira vez em 1664. Passados três séculos e meio o tipo humano continua em evidência como nunca esteve. Agora, na modernidade, a tartufice não abarca tão somente os tipos humanos, mas também tipos de governos cujo objetivo é tartufear o povo. Assim, aquilo que era um substantivo, transformou-se em verbo tal é a importância do tipo.
Quais são os instrumentos que se usa para ser tartufo e como se tartufeia os outros?

O prof. José Monir Nasser explica que:

1. Ele tem que estar munido de valores que não são dele e são compartilhados pelo outro. Valores maiores que os outros aceitem como tal. Se ele aparecesse como líder de uma seita satânica não seria recebido por Orgon. Só é recebido porque representa os valores cristãos predominantes da época.

2. Ele deve parecer não ter vantagens em defender isso. Por isso ele se faz de pobretão, perseguido, que dedica sua vida àquela causa.

3. Ele tem que contar a história certa, tem que ter retórica. Ele deve ter a capacidade da linguagem certa. Ele não pode ser prepotente, mas deve parecer humilde.

Quem quiser aprender como manipular o mundo, basta aplicar esses três truques. Quando se faz isso bem feito, você consegue que as pessoas concordem com o contrário do que você está aparentemente propondo.
O exemplo mais evidente da tartufice praticada pelo governo federal é o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNHD-3), uma peça de totalitarismo completo criada pelo Decreto 7.037 de 21/12/2009 e atualizada pelo Decreto 7.177 de 12/05/2010.
Neste documento totalitário há, dentre outras, uma regra que diz que os órgãos de comunicação serão hackeados por um critério de envolvimento social. Nasce a censura sem que a gente saiba que é censura.
Quando alguém invadir uma terra não é mais possível ir à justiça pedir reintegração. Você terá que negociar com uma comissão composta justamente pelos sujeitos que invadiram a sua própria terra.

Ninguém gostou, mas vejam como é que discordaram.

A igreja não gostou da proibição de crucifixos em salas de aula. Ela não aceita este item, mas o resto, tudo bem.

O ruralista reclama que não quer abrir mão de recorrer à justiça quando tiver um problema com suas terras. O resto, tudo bem.

Resultado: Na medida em que há apenas uma reação pontual de contrapor-se a pequenos itens – quem propôs as regras, as atenua um pouquinho e faz passar o grosso. O que faz com que haja uma boa chance de passar.

Vejam como esse plano é inspirado na técnica de tartufo:

1. Primeiro você não pode propor um plano sem que ele pareça que é bom. Porque a primeira regra diz que ele deve ter valores coletivos e não pode ser feito fora desse contexto. Portanto você deve chamar o Plano de Direitos Humanos. Haverá alguém neste mundo contra os direitos humanos? Isso é abordagem tartufica.

2. Os que estão propondo o plano disseram que não o fazem para si próprios. Eles não serão beneficiados porque não são do meio de comunicação, nem sem-terra, nem jornalistas, nem religiosos, portanto a segunda condição está garantida.

3. O terceiro golpe é fazer a redação disso de uma maneira extremamente benevolente, podendo usar expressões como: para o avanço da relação social, para que haja a inclusão social, para que haja a sustentabilidade da sociedade.

Todos anestesiados pelo método de tartufo concordarão com o plano. Na verdade, quem fez o plano queria uma única coisa: assumir um poder extraordinário como nunca antes alguém teve. Você transforma o Estado em mediador universal de todas as questões individuais. Aquele sujeito que era bonzinho e que parecia inocente queria ficar com a casa, a filha e a mulher de Orgon. Ele queria as três coisas.
Quem reclamou? O Estado de São Paulo reclamou, Denis Rosenfeld escreveu artigos maravilhosos contra o plano. A OAB é sempre aquela entidade meio sem-vergonha, sempre meio governista tentando contemporizar em alguns estados, engajada em outros – não se viu nenhuma demonstração de repúdio verdadeiro, com a ênfase que devia ter dada.
Você tem uma quantidade tão pequena de anticorpos que um tartufo bem instrumentalizado é capaz de fazer o que bem entender. Portanto, não achemos que Orgon esteja muito distante do quadro do brasileiro médio moderno.
O maior problema da censura não é o quanto censuram os jornais, mas é o quanto os jornais censuram a realidade. Depois que você estabeleceu vinte, trinta anos de formatação de esquerda nos jornais, não há mais dorianas capazes de dizer que isto é uma palhaçada, conclui.
É assim que se tartufeia os outros.

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CALANDO OS DESARMAMENTISTAS

Por Anatoli Oliynik

A mídia brasileira massacra diariamente o ideário popular de que é preciso desarmar a população para reduzir os homicídios no país.

A psicose dos jornalistas brasileiros pelo desarmamento alcança magnitude inimaginável. Tão logo chega ao conhecimento dessa legião de zumbis, ideologicamente engajados, qualquer caso de homicídio em qualquer parte do mundo, a mamparra entra em êxtase e faz coro apresentando e defendendo a solução brasileira que pulula em suas cabeças: o desarmamento da população civil.

Imediatamente, convocam algum “izpecialista” e passam horas em lucubrações claustrais enchendo com abobrinhas os cérebros dos telespectadores, ouvintes e leitores.

Vejamos no quadro a seguir o comportamento dos homicídios no Brasil e nos Estados Unidos da América do Norte.

Homicidios Brasil x EUA

Frente aos números apresentados, constata-se que nos EUA ocorre 1 homicídio para cada 39 milhões de habitantes. No Brasil ocorre 1 para cada 3,6 milhões de habitantes.
Isso significa que no Brasil mata-se 10,8 vezes mais que nos EUA, um dos países mais armados do mundo com 120 milhões de armas.
Isso posto, salta aos olhos que as campanhas de desarmamento no Brasil têm outros objetivos que não são os de redução de homicídios.

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REFLEXÃO COM THOMAS MERTON

Por Anatoli Oliynik

Nunca é demais repetir coisas que alimentam a alma, dão energia ao corpo e proporcionam luzes para clarear o nosso caminho nestes tempos hodiernos tão eivados de descrença e materialidade, onde o mal e os psicopatas tripudiam sobre o bem e as coisas sagradas, fazendo escárnio de nossas crenças, atitudes, pensamentos e caráter.
O impacto que as palavras de Merton causam, já na primeira estrofe, nos leva a muitas meditações, porém destacam-se duas questões que cada um deveria fazer a si mesmo: Que caminho estou trilhando? Tenho consciência para onde ele está me levando?

THOMAS MERTON
Monge trapista (1915-1968)

Senhor Deus,
Não tenho a menor idéia de para onde estou indo,
Não enxergo o caminho à minha frente,
Não sei ao certo onde irá dar esse caminho.

Também não conheço verdadeiramente a mim mesmo,
E o fato de que penso que estou seguindo a Tua vontade
Não significa que realmente esteja seguindo a Tua vontade.

Mas acredito que o meu desejo de Te agradar
Realmente Te agrada.
E espero ter esse desejo em tudo o que fizer,
Espero nunca me afastar desse desejo.

Sei que, se assim o fizer,
Tu me guiarás pelo caminho correto
Embora eu possa nem saber que o estou trilhando.

Assim, confiarei sempre em Ti
Embora eu pareça estar perdido
E caminhando na sombra da morte.

E não temerei, porque Tu estás sempre comigo
E nunca deixarás que eu enfrente os perigos sozinho.

——————————————–

(*) Thomas Merton (1915 – 1968) Monge Trapista da Abadia de Gethsemani, Kentucky, EUA, escreveu mais de setenta livros, a maioria sobre espiritualidade, e também foi objeto de várias biografias. Um homem sereno e ao mesmo tempo irado, como aquele que vê no conformismo a maior tragédia da humanidade.

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REALIDADE BRASILEIRA: O que não estamos enxergando

Por Anatoli Oliynik

O propósito deste artigo é mostrar que no campo político-social há dois brasis: O Brasil que vemos e o Brasil real que não enxergamos.

Iceberg

Vivenciamos uma dicotomia no Brasil. O Brasil que vemos, não representa a realidade politico-social que se apresenta no país. Estamos vendo somente a parte imersa de um Iceberg que está flutuando no oceano que nos parece calmoso e não estamos enxergando a realidade brasileira que está submersa. Vivemos uma espécie de torpor onde os nossos sentidos estão completamente desconectados da nossa consciência. Perdemos a capacidade de enxergar a realidade político-social brasileira. Não se pode esquecer que foi a parte submersa do iceberg – a realidade inconsciente do comandante – que afundou o Titanic naquele trágico acidente em 1912. Estamos em rota de colisão, com uma grande e trágica diferença: O comandante e a tripulação deste navio tem consciência dessa realidade, assim como tinham os dois anteriores. Não estamos sendo levados a uma colisão como produto da inconsciência, mas como parte de um projeto adrede planejado e conscientemente executado.
A partir do título “REALIDADE BRASILEIRA” acrescido do subtítulo “O que não estamos enxergando” pretendo alcançar o seguinte objetivo:

Despertar consciências para a realidade político-social brasileira e seus problemas consequentes.

Para justificar a escolha de um objetivo tão desafiador, invoco o pensamento de Santo Agostinho (354-430):

“No interior da consciência humana habita a verdade”

Por outro lado, também falo de problemas consequentes cuja definição mais apropriada é a de Ortega y Gasset (1883-1985):

“Problema, é consciência de uma contradição”.
Assim, pretendo despertar consciências para as contradições que não estamos enxergando.
Eric Voegelin (1901-1984) complementa e unifica os dois pensamentos anteriores que envolvem consciência e problema. Diz o grande filósofo:

“A consciência humana vive na tensão permanente entre o tempo e os valores espirituais eternos”

Para indicar o melhor caminho que pretendo percorrer para chegar a bom termo daquilo que proponho demonstrar busquei as orientações necessárias em Gustavo Corção. Diz ele:

“Quem quiser entender, menos superficialmente, as angústias e esperanças dos tempos presentes, para entrever as esperanças ou ameaças do futuro, terá de volver às experiências passadas, recapitular as buscas, os erros, as conquistas fecundas e as grandes expectações frustradas, tudo isto sentido como coisa passada e ao mesmo tempo atuante, perempta e atual.” (Gustavo Corção)

Corção está nos dizendo que as respostas para as nossas duvidas e perguntas podem ser encontradas no passado e para que possamos direcionar o nosso futuro, precisamos volver ao passado e perscrutá-lo com olho clínico: Onde foi que erramos? Quem erra o caminho precisa retornar à encruzilhada para corrigir o Norte. Não há outro modo de fazê-lo.
George Orwell, em seu romance distópico “1984”, vaticinava um importante alerta que se aplica plenamente a agenda dos governos de esquerda que dirigem o país há duas décadas visando impor um controle social totalitário e consolidar um senso comum modificado, caminho imprescindível para implantação do regime comuno-socialista no país.

“Quem domina o passado domina o futuro; Quem domina o presente domina o passado.” (George Orwell, “1984”)

Orwel está nos dizendo que, quem tiver o poder de apagar o passado, dominará o futuro; e quem domina o presente, poderá apagar o passado. É exatamente o que está se fazendo no Brasil: se apagando todo o passado, tal qual profetiza o Big Brother.
Seguindo as orientações de Corção, o quadro que se segue mostra o mapa do comportamento da civilização ocidental entre o século VI e o século XX. O objetivo é, a partir deste mapa, estabelecer as tendências sócio-culturais que poderão indicar o nosso futuro, ou seja, a partir de um passado conhecido, vislumbrar um futuro desconhecido, que poderá acontecer.

Falta o quadro

Observe-se no quadro supra que, à medida que o tempo avança, as coisas acontecem num espaço de tempo cada vez menor, ou seja, os períodos estão cada vez mais curtos. Tudo está mudando tão rapidamente que se torna difícil predizer o espaço de tempo que durará o perfil desta sociedade neste terceiro milênio.
A mesma dificuldade se apresenta quanto ao como será a sociedade do novo milênio. O máximo que podemos fazer é indicar quais são as tendências, mas não há nenhuma garantia de que será assim.
O principal aspecto a ser observado neste quadro é que, ao longo dos séculos passados foi a instituição hegemônica que sempre ditou a moral e as leis. Gramsci deve ter percebido isso, razão pela qual propôs nos Cadernos do Cárcere que para a modificação do senso comum era preciso promover a ocupação de espaços pelos “aparelhos privados de hegemonia”. Ocupados os espaços, a fase seguinte seria a hegemonia de pensamento, ou seja, o novo senso comum, agora modificado, e assim toda a sociedade estaria dominada, fato que poderia tornar vitoriosa a revolução comunista em todo o mundo. Era o que pretendia Gramsci. É exatamente isso que está acontecendo, notadamente no Brasil que segue religiosamente a receita dada pelo comunista italiano.
A partir das décadas finais século XX e início do século XXI, começam surgir em profusão organizações, ditas não-governamentais, que são os Aparelhos Privados de Hegemonia, na expressão de Gramsci, e que passam a ocupar os espaços no cenário político-social brasileiro.
Para fundamentar a ocupação de espaços nas mãos dos aparelhos privados de hegemonia, vejamos os dados que coligi em 2004 a partir das informações do IBGE e IPEA. Naquela época o Brasil possuía:

 276 mil Fundações e Associações sem fins lucrativos;
 1,5 milhão de pessoas trabalhavam nelas;
 R$ 17,5 bilhões/ano salários e remunerações;
 1/3 situadas em São Paulo e Minas Gerais:
 21% em São Paulo;
 13% em Minas Gerais.
 62% criadas a partir dos anos 90.
 US$ 36 milhões foram aplicados no Brasil pela Fundação MacArthur entre 1990 e 2002.

Em 2007, este número ultrapassava a 500 mil, segundo informações da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (ABONG). As informações do IBGE e do IPEA desapareceram do domínio público.
De onde vem todo esse dinheiro?
Uma parte vem do governo brasileiro e outra parte de organismos internacionais.

Recursos governamentais repassados aos aparelhos privados de hegemonia:
1999-2002 – Gov. FHC = R$ 28,04 bilhões.
2003-2006 – Gov. PT (lula) = R$ 19,98 bilhões
TOTAL: 1999-2006 = R$ 48,02 bilhões de reais.

Qual a razão da Fundação MacArthur aplicar tamanhos recursos financeiros no Brasil? A resposta a essa pergunta, tratarei mais adiante.

A história nos mostrou que nos últimos 1300 anos a moral e a lei sempre foram ditadas pela instituição hegemônica. Como a instituição hegemônica, agora pluralizada, se encontra nas mãos das ONGs e existem aproximadamente 500 mil delas no país, qual será a moral e qual a lei que vigorará? Perceberam que estamos perdendo o referencial dos valores herdados de nossos antepassados civilizacionais? Essa é a realidade inconsciente sobre a qual falei na introdução deste artigo. Os tempos mudaram e os valores se perderam no tempo e no espaço. Portanto, estamos vivendo um período de absoluto relativismo, total inversão de valores onde tudo pode, tudo vale, exceto o passado que deve ser sumariamente apagado de nossas memórias, tal como vaticina George Orwell no seu romance “1984”. A história do Brasil está sendo reescrita e uma Nova Ordem Mundial está em fase avançada de implantação.
A fase de ocupação de espaços, no Brasil, já foi concluída e com sucesso, diga-se de passagem, por falta de consciência da nação. Tudo está instrumentalizado, desde o Estado, governos em todos os níveis e partidos políticos, até a educação, mídia, sindicatos, igrejas, associações de classe e todo o empresariado brasileiro. E as Forças Armadas? Há uma tese de que estas também, porém não vou ocupar-me delas neste espaço. Estas, merecem um capítulo a parte.
A fase de implantação da hegemonia de pensamento, por sua vez, ainda encontra certa resistência de pequenos grupos que tentam, de alguma forma, se aglutinar para oferecer resistência, porém falta-lhes liderança para orientá-los e organização para uní-los em torno de um único propósito.
Assim, podemos afirmar que a hegemonia, pelo menos nestas duas primeiras décadas do século XXI, estará nas mãos dos “Aparelhos Privados de Hegemonia”, mas não podemos afirmar qual a moral regerá o comportamento da sociedade porque vivemos um período onde a ética e a moral são oferecidas pelos aparelhos privados de hegemonia como se fossem croquetes em noites de coquetel: – “Vai uma moralzinha aí? O senhor aceita?”. – “Ah! não, obrigado. Já estou degustando uma aqui.”
Retornemos a pergunta de onde vem todo esse dinheiro e qual a razão da Fundação MacArthur aplicar tamanhos recursos financeiros no Brasil?
As respostas são complexas e delongariam demasiadamente este artigo, contudo posso descrever como essa coisa toda funciona:
Uma rede de fundações estrangeiras financia outra rede de ONGs do país nativo, para que esta última siga em conjunto as diretivas planejadas no exterior. A rede de ONGs locais aparenta agir por livre iniciativa, mas constitui, na verdade, uma rede de organizações criadas ou mantidas pelas fundações estrangeiras, que impõe aos nativos as estratégias externas. Pela falta de recursos locais, as ONGs nativas não podem fazer senão aquilo que lhes é ditado pelas fundações que lhes fornecem os recursos. Deste modo, devido à ausência de informação, no país alvo, sobre os detalhes deste método de trabalho, as fundações estrangeiras podem dar-se ao luxo de planejar a modificação, sem grande resistência, dos costumes, da moral e da legislação da nação, mesmo contra a vontade do povo nativo e sem que este tenha uma idéia das verdadeiras razões do que está acontecendo. Ao povo, e às autoridades civis e religiosas, é dada a impressão de que tudo é o resultado do destino natural e inevitável da história.
E assim essa montanha de dinheiro vai sendo injetada no país via “aparelhos privados de hegemonia” visando promover profundas alterações estruturais da sociedade brasileira, que vão desde políticas internacionais de controle de crescimento populacional até a destruição da distinção entre direitos humanos naturais e legislação positiva.
Qual a razão? Mais uma vez a resposta não é simples, todavia, procurarei resumi-la de modo a torna-la compreensível.
Primeiro, para promover a contenção do crescimento demográfico no mundo e com isso conter uma possível explosão populacional, notadamente a partir de países periféricos com é o caso do Brasil. Na realidade, o interesse maior reside na promoção da eugenia da espécie humana.
Segundo, uma vez abolida a diferença entre direitos humanos derivados da lei natural e legislação positiva, restará tão somente a lei positiva ou direito positivo que consiste no fato de que todos os direitos humanos serão uma concessão exclusiva do Estado de acordo com a vontade do Estado e pelo qual serão controlados. Sendo mais específico: “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”.
Isso posto, estarão implantados todos os princípios de um estado totalitário socialista e uma forma inteiramente nova de ditadura global e para a qual o governo brasileiro se empenha disciplinadamente, razão pela qual goza de todos os encômios dos organismos internacionais promotores do projeto insidioso e demoníaco.
Qualquer pessoa, com o mínimo de inteligência, perceberá que se o Estado tem o poder de conceder direitos, também tem o poder de retirá-los. É como somar dois mais dois e concluir que são quatro.
Acontece, caro leitor, que o propósito do Estado e dos governos não é conceder direitos, mas garantí-los e protegê-los. Assim sendo, acredito que a sociedade deveria se empenhar na defesa dos inalienáveis direitos humanos oriundos da lei natural e não do direito positivo.
Outra pergunta que não pode deixar de ser feita: De onde vem tudo isso?
Para explicar a gênese desse processo, em sua época mais recente, permito-me a uma breve exposição histórica para que você possa formar um quadro mais claro de todo esse emaranhado de coisas.
Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países vencedores se reuniram em Versailles, nos subúrbios de Paris, França, em janeiro de 1919, para firmar um tratado de paz, que ficou conhecido pelo nome do local da capital francesa onde foi assinado.
Um dos pontos do Tratado de Versailles era a criação de um organismo internacional que tivesse como finalidade assegurar a paz num mundo traumatizado pelas dimensões do conflito que se encerrara.
Em 15 de novembro de 1920 teve lugar em Genebra, na Suíça, a Primeira Assembléia Geral da Liga das Nações. Os objetivos da organização eram impedir as guerras e assegurar a paz, a partir de ações diplomáticas, de diálogos e negociações para a solução dos litígios internacionais. Era o que se apregoava. Na verdade, embora não declarado explicitamente, tratava-se da preparação das bases e fundamentos necessários para a instituição de um governo mundial único. Entendiam os “iluminados” daquela época que havendo um único governo, não haveria contra quem desencadear possíveis guerras futuras. Mas não se trata de um erro de enfoque, mas sim de uma utopia gestada por Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) que fomentou a Revolução Francesa e Immanuel Kant (1724-1804) que continua a alimentar o imaginário dos totalitaristas hodiernos. Leiam “À Paz Perpétua” de Kant e “O Nascimento de uma Civilização Global” de Robert Muller e entenderão o que acabo de afirmar.
Quase que concomitantemente surge na Alemanha, em 1923, uma organização denominada Escola de Frankfurt, cujo objetivo era estudar as causas do fracasso das revoluções comunistas no leste europeu entre 1921 e 1923. A partir dessa análise crítica que recebe o nome de “Revolução Cultural” inicia-se o processo de total destruição da sociedade democrática capitalista para a implantação do comunismo em escala mundial.
Assim, a Liga das Nações e a Escola de Frankfurt tinham objetivos semelhantes: hegemonia mundial. A primeira pela instituição de um governo mundial único e a segunda de uma ideologia mundial única.
Com o advento da Segunda Guerra Mundial o projeto da Liga das Nações fracassou perdendo a credibilidade, mas seus idealizadores não estavam dispostos em abandoná-lo. Assim, foi criada a ONU – Organização das Nações Unidas (1945) que substituiu a Liga das Nações proforma – trocaram a coleira, mas o cachorro continua sendo o mesmo – ou seja, mesmos objetivos, mesmos propósitos: Um governo mundial ou uma ditadura mundial socialista, para ser mais preciso.
Qualquer visão mais abrangente deste projeto e de suas estratégias não pode prescindir a uma análise não somente sobre a ONU e todos os seus organismos subjacentes, mas também uma análise de outras organizações independentes e interdependentes, tais como: o Comitê dos 300 (1901); A Mesa Redonda (1910) o jornal e (1913) os grupos; a Fundação Rockfeller (1913); o CFR – Council on Foreign Relation [Conselho de Relações Exteriores] (1921); a Fundação Ford (1936); o Conselho Populacional (1952) criado pela Fundação Rockefeller; o Clube Bilderberg (1954), o Clube de Roma (1968); a Fundação McArthur (1970); a Comissão Trilateral (1973). Todo o núcleo para compreensão do problema está centrado nessas organizações de onde tudo deriva.
Concluída esta breve digressão histórica e factual, vale dizer que o Brasil está no meio de uma revolução marxista-gramsciana e as pessoas não percebem isso.
Alguns poderão se surpreender com a expressão “revolução” e estar se perguntando: – “Que revolução? Não estou vendo nada!”.
A surpresa fica por conta do novo conceito de revolução que substituiu o velho paradigma marxista-leninista que a maioria de nós ainda aplica. O novo conceito de revolução aqui aplicado, tem o seguinte conceito:

“Um projeto de mudança social profunda a ser realizado mediante a concentração de poder” (Olavo de Carvalho).

Portanto, não se trata de revoluções incruentas conforme o velho paradigma marxista-leninista, mas uma revolução muito mais insidiosa, pois atua sorrateira e sub-repticiamente. Trata-se da aplicação simultânea de duas teorias críticas: A “Revolução Cultural” da Escola de Frankfurt e a “Guerra de Posição” de Gramsci. A primeira consiste na destruição da cultura ocidental, e a segunda na ocupação de espaços e hegemonia de pensamento. Ambas apresentam um poder destruidor incalculável.
Como essa revolução, conjugada por duas teorias, está se processando no Brasil?
As autoridades públicas assumem o papel de Deus e querem remodelar o ser humano e a sociedade contra a sua natureza e vontade, criando relações de poder biônicas e instituições artificiais.
O judiciário, por sua vez, assume o apela de instrumento de reengenharia social e atua como agente de transformação social a serviço do poder executivo. Isso acontece porque não havendo rodízio no poder político, o judiciário vira poder gêmeo do governo e reproduz o mesmo perfil ideológico.
O terceiro exemplo trata-se do ataque sistemático ao cristianismo, notadamente contra a Igreja Católica para substituí-la por uma religião biônica e universal produzida em laboratórios de reengenharia social. Para isso o governo brasileiro recebe todo apoio logístico da ONU que operacionaliza o processo com o concurso do seu braço operacional, a URI – United Religions Initiate [Iniciativa das Religiões Unidas] que trabalha para a implantação de uma religião global para todos.
E assim, o governo brasileiro controla e criminaliza o sentimento, o pensamento e o direito de opinião. Como exemplo, oportuno citar a questão da “homofobia”. Um conceito obscuro, elástico, sem definição clara, portanto, subjetivo e vazio em essência, mas com força de lei mesmo que exista não uma lei a respeito.
O povo brasileiro não deseja a liberação do aborto, não deseja o casamento homossexual, não deseja o desarmamento, não deseja a caixa de pandora contida no “PNDH-3”, mas o governo simplesmente ignora a vontade do povo e enfia tudo goela abaixo à revelia da vontade da maioria do povo, cumprindo a agenda alienígena que acabei de discorrer. E assim o Estado se personifica na ideologia do partido no poder.
Esta metamorfose ocorre a partir do abandono da “primeira realidade” com seus quatro fundamentos: a lei natural, a família, a propriedade privada e a sacralidade do trabalho e a assunção da “segunda realidade” cujo único fundamento é a lei positiva onde a moralidade nasce no Estado, a razão que estabelece a moralidade, o humanismo proporciona liberdade absoluta do homem e o homem-massa vira o governante, mesmo sendo incapaz de administrar sua própria vida pessoal.
Assim, a loucura da segunda realidade pretende substituir o reino dos céus pelo poder do Estado na salvação das massas e construir o paraíso na terra.
Vejamos, pois, que a segunda realidade produziu dois mundos distópicos!
Por um lado o “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, caracterizado por uma sociedade corpórea, a sociedade das sensações e prazeres e por outro, o “1984” de George Orwell, caracterizado pelo controle crescente do Estado sobre o cidadão.
Como consequência, a sociedade das sensações e prazeres produziu a nova cultura que assenta as suas bases no hedonismo e no laicismo.
O hedonismo está caracterizado pela valorização do prazer, erotismo e sexo livre, culto ao corpo (vamos botar silicone à vontade), felicidade pessoal chamada de “auto-estima” e o utilitarismo no sentido de levar vantagem em tudo.
Por outro lado, o laicismo se caracteriza no abandono da moralidade cristã; no anti-catolicismo; no cristianismo informal e eclético; nas seitas ateístas onde a realização do homem se dá em vida e não na eternidade; no materialismo onde prevalece o “ter” sobre o “ser”; no existencialismo onde o homem é o princípio e fundamento para a solução de todos os problemas; no naturalismo onde Deus não conta e onde é o grande ausente, pois tudo se resolve sem Ele; na amoralidade – ética ateísta – onde tudo está bem, tudo está certo.
Os efeitos sociais dessa nova cultura da segunda realidade são famílias “sem pai”, menores abandonados, uso de drogas, menores infratores, sexo promíscuo, gravidez indesejada que gera o aborto, abandono e infanticídio, prática sexuais hediondas, AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Este é o grande avanço e o progresso que a segunda realidade conseguiu produzir.
O controle do Estado sobre o cidadão está produzindo um Estado onipotente, opressor e personificado no partido e uma sociedade robotizada e obediente.
Os métodos utilizados para se chegar a este estado de coisas, constituem hoje os grandes e graves problemas nacionais que relaciono a seguir, mas que não serão objetos de análise neste artigo. São eles:

1. Desaparecimento da cultura superior no país;
2. Degradação do ensino;
3. Destruição do idioma e da linguagem;
4. Destruição da família;
5. Degradação moral; e
6. Política ideológica.

As grandes revoluções políticas modernas, têm sido fundamentalmente revoluções culturais que funcionam da seguinte forma:

“Para que uma doença possa invadir um corpo, é preciso primeiro destruir o sistema imunológico do corpo”.

Por essa razão se atacam as cinco trincheiras que listei acima. A sexta precisa ser combatida pois através dela estão demolindo, literalmente, o país.
Voegelin dizia que:

“Se há algo característico dos ideólogos é a destruição da linguagem, ora no nível do jargão intelectual de alto grau de complexidade, ora no nível vulgar”.

Independentemente da decisão de qual é o papel de cada cidadão de bem dentro do contexto deste século, oportuno seria resgatar os valores clássicos que foram perdidos com o advento da segunda realidade, quais sejam: A filosofia grega, o direito romano e a moral cristã, sem jamais perder de vista os valores inalienáveis que são a defesa da Vida humana, desde a concepção até a morte natural, a defesa e o respeito à Família e a defesa e respeito à Lei Natural cujo fundamento se encontra na moral cristã.
Assim, rememorando:
“Quem quiser entender, menos superficialmente, as angústias e esperanças dos tempos presentes, para entrever as esperanças ou ameaças do futuro, terá de volver às experiências passadas, recapitular as buscas, os erros, as conquistas fecundas e as grandes expectações frustradas, tudo isto sentido como coisa passada e ao mesmo tempo atuante, perempta e atual.” (Gustavo Corção)
Concluindo, mas não esgotando o assunto:
“Não sou dono da verdade, apenas desejo atestar que nem todos estão dormindo enquanto constroem a mentira neste país”.
Compete, pois, a todo cidadão de bem trabalhar para desmontar essa coisa demoníaca!
Concluo com a citação do escritor colombiano Nicolás Gómez Dávila:
“Não sentir a putrefação do mundo moderno é sintoma de contágio”.

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ORGANIZAÇÕES GLOBALISTAS E A NOVA ORDEM MUNDIAL

Por Anatoli Oliynik

Segundo Aristóteles, conhecer a verdade é um dom natural do ser humano, só obstaculizado por fatores acidentais ou privações forçadas. Aristóteles não conheceu o Brasil.

Impossível falar das Organizações Globalistas e da Nova Ordem Mundial abarcando toda a sua amplitude a partir do texto de um artigo. O assunto é complexo, maior do que se possa imaginar a primeira vista e exige um mergulho profundo nos meandros das estratégias políticas e labirintos do poder para compreendê-lo em sua inteireza. Embora a literatura seja vasta, apresenta a dificuldade de ser praticamente toda ela em língua inglesa.

Assim, no ideário brasileiro “globalização” assume o sinônimo de capitalismo e imperialismo ianquista e a “Nova Ordem Mundial” não passa de “teoria da conspiração” e fim de papo.

Um dos poucos brasileiros que escreve sobre o assunto é o jornalista, ensaísta e filósofo, Olavo de Carvalho, mas nem todos leem Olavo porque o establishment brasileiro faz-lhe ferrenha oposição impedindo o seu acesso a grande mídia brasileira porque é do interesse dessa mesma mídia que o assunto fique oculto e ignorado pelo povo brasileiro. Com isso a maioria das pessoas desconhece o verdadeiro significado da “globalização” e “Nova Ordem Mundial”, e o que isso representa para o Brasil e para o mundo hodierno.

O meu objetivo não é suprir essa lacuna, pois não tenho todos os elementos e nem conhecimento para tanto, mas o de trazer o assunto à tona, para fora do establishment brasileiro, e com isso despertar a curiosidade das pessoas motivando-as na busca de mais informações.

Inicio esse despertar apresentando um quadro onde figuram cronologicamente as principais organizações e fundações globalistas que constituem a Nova Ordem Mundial.

CRONOLOGIA DAS FUNDAÇÕES E ORGANIZAÇÕES GLOBALISTAS
Fundações e Organizações Globalistas que visam a instituição da Nova Ordem Mundial
* Objetivo: Controlar o Mundo *

Ano Nome
1896 Carnegie Institute of Pittisburgh
1902 Carnegie Institution of New York
1910 Carnegie Endowment for International Peace 1 [Fundação Nacional Canegie para a Paz Internacional]
1911 Carnegie Corporation of New York
1901 Comitê dos 300 2
1902 Rhodes Trust 3  Rhodes Scholarship
1910 Round Tabe [Mesa Redonda] – (jornal) 4
1913 Round Tabe [Mesa Redonda] – (grupos)
1913 Fundação Rockefeller
1920 Instituto Real de Assuntos Internacionais (RIIA) 5
1920 Liga das Nações
1921 CFR – Council on Foreign Relations [Conselho de Relações Exteriores]
1923 Escola de Frankfurt 6
1936 Fundação Ford
1945 Organização das Nações Unidas (ONU) 7
1947 Instituto Tavistock de Londres 8
1952 Conselho Populacional [braço operacional da Fundação Rockefeller]
1954 Clube Bilderberg
1968 Clube de Roma
1970 Fundação MacArthur
1973 Comissão Trilateral
1982 Inter-American Dialogue [Diálogo Interamericano] 9
Quadro 1
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Notas do Quadro 1:
1 Direcionada ao entendimento diplomático das nações. Núcleo central que vigora até hoje.
2 1901 é a data provável de sua fundação que coincide com o ano da morte da Rainha Vitória.
3 Fundada por testamento de Cecil John Rhodes (1853-1902) a Rhodes Trust mantêm duas subsidiárias: A Cecil Rhodes Scholardship em homenagem ao seu patrono e o Rhodes Trust Fund.
4 Heitor De Paola indica dois livros fundamentais para entender a Mesa Redonda: The Anglo-American Establishment, de Carroll Quigley e o Tragedy & Hope, também do Quigley.
5 Royal Institute of International Affairs (RIIA). Também conhecido como “Chattan House” fundado em Londres. O RIIA equivale ao CFR – Conselho de Relações Exteriores sediado nos EUA.
6 A Escola de Frankfurt tem por missão a destruição da Cultura Ocidental – “Revolução Cultural”.
7 Sucessora da Liga das Nações. A mudança de nome foi estratégica: mesma missão; mesmos objetivos.
8 Função: Estudos da ciência comportamental na linha freudiana para “controlar” humanos.
9 Fundado por David Rockefeller. Fernando Henrique Cardoso, membro do Dialogo, é quem estabelece a sua ligação com o Brasil.
——————–
As organizações supracitadas, todas elas, sem exceção, atuam sob duas camadas: uma pública, de fachada e a outra oculta ou até mesmo secreta da qual o público não tem o mínimo conhecimento. É sobre a face oculta que falarei de ora em diante.

Inicio suscitando algumas perguntas que por certo o leitor ou a leitora está fazendo. Vamos a elas:

O que são essas fundações e organizações descritas no quadro supra e quais são seus projetos?

“São forças históricas, algumas originárias de famílias nobiliárquicas, outras não, mas todas elas visando um único objetivo: Controlar o mundo.”

Complementado a resposta e falando sobre a elite globalista que se forma a partir dessas forças históricas:

“É uma entidade organizada, com existência contínua há mais de um século, que se reúne periodicamente para assegurar a unidade de seus planos e a continuidade da sua execução, com a minúcia e a precisão científica com que um engenheiro controla a transmutação do seu projeto em edifício”. (CARVALHO, pp. 78-9)

Quanto ao projeto:

“O projeto globalista é herdeiro direto e continuador do socialismo fabiano, tradicional aliado dos comunistas.” (CARVALHO, p. 55)

A pesquisadora, escritora e conferencista, Berit Kjos, em seu artigo “Transformando o mundo através da Violência, Guerra, Engano e Caos” revela, a partir de pistas antigas, informações importantes para estabelecer a compreensão das mudanças de hoje, assim como para o elo que procuro estabelecer entre essas organizações e a Nova Ordem Mundial. A seguir o excerto do seu artigo:

Transformando o mundo através
Violência , Guerra , Engano & Caos (Part 1)
Berit Kjos – 24 set 2012

1913 (janeiro). Presidente Woodrow Wilson escreveu em seu livro, A Nova Liberdade: “Estamos em um novo mundo …. Estamos na presença de uma revolução …. (que) virá de forma pacífica …”Ele continuou:

“Alguns dos maiores homens dos EUA, no campo do comércio e fabricação [indústria], estão com medo de alguém, estão com medo de alguma coisa. Eles sabem que há um poder em algum lugar tão organizado, tão sutil, tão atento, tão interligado, tão completo, tão penetrante, que é melhor não falar muito alto quando falarem em condenação a ele ….

“Estamos temendo ao longo do tempo em que o poder combinado das altas finanças seria maior do que o poder do governo ….

“Viemos para ser um dos piores governados, um dos governos mais completamente controlados e dominados no mundo civilizado, não mais um governo pela opinião livre, não mais um governo por convicção e pelo voto da maioria, mas um governo pela opinião e coação de pequenos grupos de homens dominantes…. Estamos em um novo mundo. … Estamos na presença de uma revolução …. ” [3]

1922 Nove anos depois, o Prefeito de Nova York, John Hylan, deu-nos um vislumbre da amotinada sombra por trás de líderes eleitos na Europa, bem como na América. Seu objetivo era uma Nova Ordem Mundial – e a dissolução da velha:

“… A verdadeira ameaça à nossa república é esse governo invisível que, como um polvo gigante, estende sua envergadura viscosa sobre a cidade, o estado e a nação. Como o polvo da vida real, ele opera sob a cobertura do que ele mesmo cria. Ele agarra [controla] com seus longos e poderosos tentáculos nossos diretores, nossos corpos legislativos, nossas escolas, nossos tribunais, nossos jornais e cada agência criada para a proteção do público.” [4]

1931 . (Novembro). Arnold Toynbee faz um discurso no Instituto para o Estudo de Assuntos Internacionais, em Copenhague, em que ele explica,
“Estamos no presente trabalhando discretamente com todo vigor para arrancar essa força misteriosa chamada soberania das garras dos Estados-nação do mundo. Todo o tempo, negamos com nossa fala o que estamos fazendo com nossas mãos, pois impugnar a soberania dos Estados-nação do mundo ainda é uma heresia pela qual um estadista ou homem público pode … ser banido ou desacreditado. “[5]

1932 . O presidente Max Mason da Fundação Rockefeller, informa aos seus associados que “As Ciências Sociais se ocuparão da racionalização de controle social … o controle do comportamento humano. “[6]b [trabalho que esta sendo desenvolvido pelo Instituto Tavistock]

1932 . Dr. Ernst Rudin, o diretor nazista do Instituto Kaiser Wilhelm de Psiquiatria (financiado pela [Fundação] Rockefeller) foi nomeado presidente do global Federação de Eugenia. Seus experimentos mais famosos ocorreram em campos de concentração nazistas !

“O movimento chamado para a morte ou a esterilização das pessoas cuja hereditariedade fez-lhes um ônus público. … Hitler assumiu a Alemanha e o aparelho Rockefeller-Rudin tornou-se uma seção do Estado nazista. O regime nomeado Rudin chefe da Sociedade de Higiene Racial. Rudin e sua equipe … presidido por Heinrich Himmler, elaborou a lei de esterilização …. Sob os nazistas, a companhia química alemã IG Farben e Rockefellers Standard Oil de Nova Jersey foram efetivamente uma única empresa. … Em 1940-41, IG Farben construiu uma fábrica gigantesca em Auschwitz, na Polônia, para utilizar a Standard Oil / patentes da IG Farben com concentração de trabalho escravo [no] acampamento Controle da População, Nazistas e ONU !

1933 e 1934 . Em um relatório apresentado na 72ª reunião anual [da] NEA, Willard Givens (mais tarde secretário-executivo da NEA) escreveu:

“A moribunda laissez-faire deve ser completamente destruída e todos nós … devemos ser submetidos a um elevado grau de controle social …. A função principal da escola é a orientação social do indivíduo. Deve procurar a dar ele a compreensão da transição para uma nova ordem social”.[8]

1935 . O símbolo maçônico do olho na pirâmide foi oficialmente adicionado ao dólar dos EUA. Henry A. Wallace, Secretário da Agricultura do Presidente Roosevelt (um socialista e teosofista que mais tarde se tornou Roosevelt vice-presidente), explicou:

“Assim que Roosevelt olhou para a reprodução colorida do Selo, ficou impressionado com a representação do ‘Olho Que Tudo Vê’, uma representação maçônica do Grande Arquiteto do Universo…. Roosevelt, assim como eu, era um Mason grau 32. Ele sugeriu que o Selo fosse colocado na nota de dólar. “Henry A. Wallace.”[9]

1937 . John Foster Dulles, Secretário de Estado e ex-presidente da Fundação Rockefeller e do comitê executivo da Conselho Federal de Igrejas (Substituído pelo Conselho Nacional de Igrejas) elogiou o totalitarismo dizendo:

“… O comunismo e o fascismo [estão] mudando as características de populações inteiras …. Há uma subordinação consciente de si a fim de que um grande objetivo possa ser alcançado.” [10]

1939 . Em um discurso para YMCA, o futuro secretário de Estado, John Foster Dulles (membro do CFR), disse, “[Deve haver] alguma diluição da soberania, em detrimento imediato das nações que agora possuem a preponderância do poder…. “[11]

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Notas:
3. Dennis L. Cuddy, Ph.D., Secret Records Revealed (Oklahoma City: Heartstone Publishing, 1994), páginas 30, 32.
4. The New York Times , 27 de março de 1922. Citado por Dennis L. Cuddy, Ph.D., Cronologia da Educação com cotações Quotable (Pro Fórum da Família, Highland City, FL 33846, 1994), página 15.
5. “A tendência de Assuntos Internacionais Desde a Guerra”, de Assuntos Internacionais , Jornal do Instituto Real de Assuntos Internacionais, em novembro de 1931.
6. Dennis L. Cuddy, Ph.D., Cronologia da Educação com cotações Quotable (Pro Fórum da Família, Highland City, FL 33846, 1994); p.18.
7. Dr. Leonard Horowitz, ” Controle da População, Nazistas e ONU! ” (Tetrahedron, LLC Press, 1996)
8. Dennis L. Cuddy, Ph.D., “Controle de Saúde, Educação e Social Mental”, Setembro de 2004, www.crossroad.to/articles2/006/cuddy/mental_health-2.htm
9. Donald Lett Jr., Phoenix Rising: A Ascensão e Queda da República americana, p. 121 (04 de fevereiro de 2008). Fotos aqui: http://greatseal.com/dollar/hawfdr.html
10. John Foster Dulles, ex-presidente da Fundação Rockefeller e do comitê executivo do Conselho Federal de Igrejas, religião na vida , vol. 6, p.197.
11. New York Times , 1939/10/29. Citado por Charlotte Iserbyt, O Dumbing deliberada de Down da América (Ravenna, OH: Imprensa Consciência, 1999).
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Diante das evidências até agora expostas, é licito afirmar que não se trata de nenhuma “teoria da conspiração”, mas sim de um projeto adrede preparado há mais de um século e que vem sendo colocado em prática pelas organizações globalistas listadas no Quadro 1 do presente artigo.

Retornemos, pois a mais perguntas que devem estar fervilhando no cérebro dos leitores:

Qual a repercussão dessas organizações para o Brasil?
“Quem quer que tenha acompanhado as grandes mudanças na política econômica, jurídica e cultural do Brasil nos últimos vinte anos sabe que todas elas vieram prontas das centrais globalistas – ONU, OMS, UNESCO, Bilderberg, Rockefeller, Fundação Ford, George Soros, etc.” (CARVALHO, p.76)

Essas organizações não atuam isoladamente, embora possam fazê-lo e o fazem, elas formam uma espécie de “Consórcio” que Olavo de Carvalho assim descreve:

“O Consórcio atua por meio de uma multiplicidade de organizações subsidiárias espalhadas pelo mundo todo, [ ... ] mas não tem ele próprio uma identidade jurídica. Isso é uma condição essencial para sua atuação no mundo, permitindo-lhe comandar inumeráveis processos políticos, econômicos, culturais e militares sem poder jamais ser responsabilizado diretamente pelos resultados, seja ante tribunais, seja ante o julgamento da opinião pública.” (CARVALHO, p. 80)

No Brasil esses processos são operacionalizados da seguinte forma:

“A técnica em si consiste, como sempre, em uma rede de fundações estrangeiras financia outra rede de ONGs do país nativo, para que esta última siga em conjunto as diretivas planejadas no exterior. A rede de ONGs locais aparenta agir por livre iniciativa, mas constitui, na verdade, uma rede de organizações criadas ou mantidas pelas fundações estrangeiras, que impõe aos nativos as estratégias externas. Pela falta de recursos locais, as ONGs nativas não podem fazer senão aquilo que lhes é ditado pelas fundações que lhes fornecem os recursos. Deste modo, devido à ausência de informação, no país alvo, sobre os detalhes deste método de trabalho, as fundações estrangeiras podem dar-se ao luxo de planejar a modificação, sem grande resistência, dos costumes, da moral e da legislação da nação, mesmo contra a vontade do povo nativo e sem que este tenha uma idéia das verdadeiras razões do que está acontecendo. Ao povo, e às autoridades civis e religiosas, é dada a impressão de que tudo é o resultado do destino natural e inevitável da história.” (A NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DO ABORTO, p. 10)

Esta técnica, utilizada para financiar o aborto no Brasil, se aplica, igualmente, a todos os projetos emanados das “centrais globalistas”.
Com relação a rede de ONGs brasileiras, elas exercem um papel duplo: Por um lado atuam como braços operacionais das “centrais globalistas” e por outro como aparelhos privados de hegemonia, na expressão de Gramsci, para ocupação de espaços e hegemonia de pensamento visando a implantação do comuno-socialismo no Brasil.

Para fundamentar a ocupação de espaços nas mãos dos aparelhos privados de hegemonia, vejamos os dados que coligi a partir das informações do IBGE e IPEA. Em 2004 existiam no Brasil:

 276 mil Fundações e Associações sem fins lucrativos;
 1,5 milhão de pessoas trabalhavam nelas;
 R$ 17,5 bilhões/ano salários e remunerações;
 1/3 situadas em São Paulo e Minas Gerais:
 21% em São Paulo;
 13% em Minas Gerais.
 62% criadas a partir dos anos 90.
 US$ 36 milhões foram aplicados no Brasil pela Fundação MacArthur entre 1990 e 2002.

Hoje, este número ultrapassa a 500 mil, segundo informações da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (ABONG). As informações do IBGE e do IPEA desapareceram do domínio público, razão pela qual não foi possível atualizar os dados.

De onde vem todo esse dinheiro e qual a razão da Fundação MacArthur aplicar tamanhos recursos financeiros no Brasil?

A resposta de onde vem o dinheiro aponta para uma única direção: Para as organizações globalistas.

Quanto a razão dessa dinheirama toda ser despejada no país a resposta também é única. Vejamos o que nos diz o maior estudioso do assunto no Brasil.

“Toda a bibliografia existente sobre o Consórcio atesta que o objetivo dele é a instauração de uma ditadura socialista mundial.” (grifo meu)
E complementa:
“Mas pessoas que desconhecem essa bibliografia, e ademais acostumadas a raciocinar com base nos significados usuais das palavras, sem ter em conta a tensão dialética entre estas e o objetos reais que designam, encontram uma dificuldade medonha em entender que capitalistas e banqueiros possam desejar o socialismo.” (CARVALHO, pp. 82-3)

Afinal, socialismo não é propriedade estatal dos meios de produção? Capitalismo não é propriedade privada? Como haveriam os capitalistas de querer que o Estado tomasse suas propriedades? Estas são perguntas que Olavo faz e que todos nos também fazemos, não é mesmo?

Esclarecendo como e porque os capitalistas e banqueiros desejam o socialismo:

“À medida que os controles estatais iam crescendo em número e complexidade, as pequenas empresas não tinham recursos financeiros para atendê-los e acabavam falindo ou sendo vendidas a empresas maiores – cada vez maiores. Resultado: o ‘socialismo’ tornou-se mera aliança entre o governo e o grande capital, num processo de centralização do poder econômico que favorece ambos os sócios e não arrisca jamais desembocar na completa estatização dos meios de produção.”

E ainda:

“Os grandes beneficiários dessa situação são, de um lado, as elites intelectuais e políticas de esquerda; de outro, os ‘metacapitalistas’ – capitalistas que enriqueceram de tal modo no regime de liberdade econômica que já não podem continuar se submetendo às flutuações do mercado.”

“Eternamente garantidos pela burocracia estatal contra a liberdade de mercado e pela inviabilidade intrínseca do socialismo contra a estatização definitiva dos meios de produção, ainda são ajudados nos dois sentidos por um aliado fiel: a tecnologia, que, de um lado, aprimora os instrumentos de controle social ao ponto de poder determinar até a conduta privada dos cidadãos sem que estes possam nem mesmo perceber que são manipulados e, de outro, insufla criatividade no livre mercado de modo que este possa continuar crescendo mesmo sob controle estatal mais opressivo.”

“Assim, entende-se claramente por que as megafortunas do Consórcio têm estimulado e subsidiado o socialismo e a subversão esquerdista de maneira tão universal, obsessiva e sistemática, pelo menos desde os anos 40” (Carvalho, 88-9)

Este esclarecimento aborda tão somente o resultado do como e o porquê. Há que se estudar, as causas e fatores intrínsecos que levaram ambos os lados, outrora antagônicos, hoje parceiros financiadores e financiados.

O assunto é empolgante, complexo, desafiador e acima de tudo GRAVE, mas é dado o momento para interrompê-lo, mesmo estando distante anos-luz de esgotá-lo. Sequer chegamos a arranhá-lo, mas tendo em vista que o meu objetivo não foi de esgotar o assunto, mas o de despertar o leitor e motivá-lo no seu aprofundamento, espero ter alcançado tal desiderato.

De agora em diante é com você.

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O PT, A MATANÇA E O SILÊNCIO

Por Anatoli Oliynik

  • Mefistofeles e lula
    Faz dez anos que o PT assumiu o governo do Brasil. Desde o primeiro ano de governo do luiz ignorácio chulo da pinga, são assassinados no país em torno de 50 mil brasileiros por ano, todos os anos. Mata-se mais no Brasil do que no auge da Guerra do Iraque. Lá morriam em média 18 mil pessoas por ano. Aqui, quase o triplo.

    Apesar dos pesares, o governo do PT não se manifestou publicamente, uma única vez sequer, sobre a matança que se assiste no país por anos a fio. O PT e os proxenetas de plantão se comportam como se nada estivesse acontecendo. Absolutamente nada. Nadinha mesmo.

    O silêncio do PT e da matula que “governa” o país, até que se entende porque são parte interessada e parte do problema. Não irão jogar seus excrementos na própria cabeça. O que não se entende é a grande massa ignara que está no epicentro do problema reeleger essa gente por mandatos a fio, e o silêncio da mídia brasileira que ecoa por todo o planeta sobre tão grave problema.

    Isso não é normal. Algo de grave se gesta nos recôncavos ocultos da escuridão palaciana. Só saberemos quando for chegada a hora. Torçamos para que não seja “Paredón”, pois numa prisão sem grades, já estamos. Minto. Há grades sim. Nas casas das pessoas de bem.

    E a …? Deixa prá lá. Essa se satisfaz com arremedos sobre “ficha limpa” e “combate à corrupção” como se esta tivesse identidade, endereço e registro civil e aquela fosse a solução de todos os problemas nacionais. Não se combate o corrupto porque é preciso nominá-lo e aí se torna perigoso. Combater a corrupção fica mais confortável e vantajoso sob vários aspectos: Primeiro, porque não é preciso nominá-la; segundo porque não se compromete; e por último, está na moda. Todo mundo a ataca sem correr risco algum de sofrer um possível revés. É claro que o bom-mocismo também conta ponto. E a vida humana? Ora, a vida é um mero detalhe. Tanto é detalhe que não se ouve nenhuma manifestação contra a lei do aborto que está em vias de ser aprovado pelos proxenetas de plantão e aplaudido pela sociedade sacrossanta.

    O silêncio que impera no país, faz lembrar Henrique VIII, o serial killer, quando bradou: “More! O teu silêncio ecoa por toda a Europa!!!” A pena de morte já vigora para os inocentes que se encontram no ventre de suas mães, que outrora foi abrigo seguro e acolhedor, mas que hoje não passa de uma monstruosa antecâmara mortuária para todos aqueles que não têm como se defender. Os protocolos e normas técnicas estão aí, financiadas pelo próprio governo às ONGs abortistas (http://anatolliumblogpolitico-conservador.blogspot.com.br/2012/07/o-nosso-silencio-ja-passou-dos-limites.html) e dentro em breve, assassinar crianças, será um direito na forma da lei.

    Eia silêncio sepulcral que ecoa e agride !

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    A MÍDIA E O CONTROLE SOCIAL

    Por Anatoli Oliynik

    Manipula    o 01 Ao final de uma tarde-noite, estava eu numa roda de amigos buscando relaxar as tensões da semana. A conversa convergiu para o nazismo, comunismo e segunda guerra mundial.

    Entrei na conversa e disse que Stálin havia armado militarmente a Alemanha de Hitler em território russo visando o desencadeamento da Segunda Guerra Mundial.

    Olhos arregalados, semblantes de espanto e incredulidade denotavam os rostos do grupo. Todos na minha direção.

    Um deles, mais incrédulo que os demais, disse-me que nunca tinha lido nada sobre isso e que ele se considerava uma pessoa bem informada.

    Respondi-lhe afirmando:

    - “Isso depende da qualidade de suas fontes de informação.”

    A conversa se encerrou neste ponto.

    Eu já havia esquecido o assunto, eis que, algumas semanas após, o amigo incrédulo trouxe para meu conhecimento a fonte de informação dele. Tratava-se de uma revista popular dessas que são comercializadas em bancas de revistas de fácil acesso ao público. A manchete de capa dizia: “1918-1939: A Escalada do Nazismo”. Tudo em 66 páginas ao estilo de Wikipédia.

    Ocorre que essas publicações não fazem pesquisas em fontes primárias, não analisam os fatos históricos e a maioria delas nem cita as fontes de pesquisa, simplesmente escrevem as informações e o leitor engole, pois não tem como aferir de onde essas informações foram tiradas. Acredita-se, pura e simplesmente, na boa intenção de seus proprietários.

    Aonde quero chegar com isso? No Brasil se lê pouco e se lê mal. O leitor brasileiro se limita a leitura de jornais, notadamente suas manchetes, e de revistas de credibilidade duvidosas. Assiste aos noticiários de TV e ouve as transmissões radiofônicas. Este não seria o problema em si. O problema de maior gravidade está no fato de que o leitor brasileiro deposita nos jornais, revistas, TVs e emissoras radiofônicas, total credibilidade como se a mídia brasileira fosse depositária de “fé pública”.

    Foi o que aconteceu com o meu amigo. Ele acreditou fielmente na revista e tentou demonstrar-me que a revista estava certa. O errado era eu. Ele nem se deu ao trabalho de raciocinar a respeito do feedback que eu havia lhe dado. No mínimo deveria ter perguntado: – “Qual, então, é a sua fonte de informação?”. Não fez isso.

    O mercado editorial brasileiro, constituído em torno 500 editoras ativas, se concentra na publicação, em maior escala, de livros didáticos, seguido por livros técnicos, e o que sobra, a uma diversidade de gêneros que são de uma miséria intelectual atroz. Se bem que a qualidade dos didáticos não seja lá grande coisa, o que compromete todo o resto.

    Esse mercado está todo engajado e a grande mídia controla todas as informações divulgando somente aquilo que seja de interesse político-ideológico favorável a causa que abraçou. Por essa razão, não se sabe o que realmente aconteceu ou acontece, de fato, no mundo porque a mídia brasileira cumpre religiosamente as suas duas funções ideológicas: censura e controle social.

    Os jornalistas brasileiros e homens da mídia, não são verdadeiramente jornalistas, são produto da doutrinação escolar comuno-socialista; são vítimas de professores engajados ao marxismo que ocuparam as cátedras de ensino nas escolas públicas e privadas e promoveram a lavagem cerebral nos seus alunos induzindo-lhes a hegemonia de pensamento, segundo a expressão de Gramsci. E o processo continua, inexoravelmente.

    O leitor deste artigo poderá objetar que me coloco na posição de “dono da verdade”. Não, não me coloco na posição de “dono da verdade”, mas na posição de quem não está dormindo enquanto se constrói a mentira neste país.

    O livro “A Traição dos Intelectuais”, por exemplo, levou 80 anos para ser publicado no Brasil. Precisava ter sido publicado no Brasil já naquela época (1927) quando surgiu um tipo de intelectual atípico naqueles tempos, que se tornou regra hoje: o defensor dos interesses práticos de uma coletividade, adepto dos modismos e das paixões políticas, sem qualquer compromisso com os valores superiores da verdade, da razão ou da justiça. Tivesse sido publicado na época, não teríamos no Brasil tantos “intelequituais” engajados, nem tantos “iszpecialistas” metonímicos.

    A partir do momento em que os intelectuais abandonam a universalidade dos valores, eles apenas tornam-se parte da confusão do seu tempo. “Matar as pessoas nos gulags, é ruim; mas pior ainda é deixar os proletários serem explorados pelos capitalistas”. Esse era o pensamento de Jean-Paul Sartre, um dos “intelectuais” engajados e traidores da época, porém cultuado e adorado aqui no Brasil como se fosse o maior filósofo de todos os tempos. Assim, Sartre foi capaz de mentir, descaradamente, para proteger uma determinada posição política. É desses “intelectuais” que Julien Benda fala neste livro, e é desses “intelequituais”, que ocupam toda a mídia brasileira, que estou me referindo neste artigo.

    “A primeira Guerra Mundial terminou em 11 de novembro de 1918. Quarenta e oito horas depois, na manhã de 13 de novembro, já existiam movimentações para dar início a uma segunda guerra. [...] Iniciou-se a reorganização secreta do exército alemão, com a ajuda do governo soviético. Moscou dava aos comandantes alemães tudo o que estes eram proibidos de ter: tanques, artilharia pesada, aviões de guerra, aulas de treinamento e todo o material necessário para testes e treino de tiro. A Alemanha também tinha acesso às fábricas soviéticas que produziam tanques e aviões, os mais avançados do mundo, de modo que os alemães podiam observar, memorizar e copiar. Stálin permitiu ao governo alemão que criasse escritórios secretos de projetos e centros de treinamento em território soviético.” (SUVOROV, Viktor. p. 1 e 20)

    Mas o brasileiro prefere o controle social das revistas, TVs e jornais engajados. Perdeu completamente a capacidade para discernir as diferenças, ou melhor dizendo: desconhece que existam diferenças!

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    TOTALITARISMO

    Por Anatoli Oliynik

    “Penso que a espécie de opressão da qual os povos democráticos estão ameaçados não se assemelhará a nada do que a precedeu no mundo; nossos contemporâneos não encontrariam a sua imagem nas recordações que tenham. Em vão procuro de minha parte uma expressão capaz de reproduzir exatamente a idéia que me vem a respeito; os velhos termos, despotismo e tirania, não satisfazem mais. A coisa é nova; é preciso, portanto, procurar defini-la, pois eu não sei como denominá-la”.
    J.L. Talmon (1916-1980)

    A definição de totalitarismo e sua abrangência entre os regimes políticos, sejam eles civis ou militares, podem variar de autor para autor. Vamos rever aqui, embora superficialmente, as teorias clássicas bem como a extensão do conceito totalitário.

    Totalitarismo é um sistema de governo, geralmente civil, em que um grupo num país centraliza todos os poderes políticos e administrativos. É o oposto do liberalismo que defende a propriedade privada, as reformas sociais graduais, as liberdades civis e a liberdade de mercado. É o oposto, também, ao conservadorismo cuja doutrina enfatiza a tradição, a liberdade individual, a propriedade privada e o direito natural.

    Como se pode ver, o conceito totalitário designa um modo de fazer política, muito extremista, que se embasa na mobilização de uma sociedade inteira ao mesmo tempo em que elimina a sua autonomia, misturando a sociedade e a política em um mesmo grupo, onde todos fazem parte do partido, sendo por ele controlados. Exemplo: Cuba onde existe um único partido comandado por Fidel e seu irmão há mais de meio século e o Brasil onde existem mais de três dezenas de partidos políticos “faz de conta”, mas que todos eles gravitam em torno de um único partido que dita todas as regras.

    O primeiro vestígio prático de idéias totalitárias verifica-se no jacobismo da Revolução Francesa, que exigiu a submissão total dos cidadãos aos seus princípios, ameaçando de eliminação física todos os inconformistas, e que proibiu a formação de partidos de oposição.

    O totalitarismo é um fenômeno típico da modernidade revolucionária. A denominação veio a ser dada por Benito Mussolini (1883-1945), num discurso do Scala de Milão, quando afirmou: “Tutto nelo Stato, niente contro lo Stato, nulla al di fuori delo Stato” [Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado].

    As duas principais teorias sobre totalitarismo foram formuladas por, Hannah Arendt em 1951 e por Carl J. Friedrich e Zbigniew K. Brzezinski em 1956.

    Segundo Hannah Arendt (1906-1975), socióloga e cientista política norte-americana de origem alemã, “o Totalitarismo é uma forma de domínio radicalmente nova porque não se limita a destruir as capacidades políticas do homem, isolando-o em relação à vida pública, como faziam as velhas tiranias e os velhos despotismos, mas tende a destruir os próprios grupos e instituições que formam o tecido das relações privadas do homem, tornando-o estranho assim ao mundo e privando-o até de seu próprio eu”.

    Carl J. Friedrich (1901-1984) e Zbigniew K. Brzezinski (1928-….) definem o Totalitarismo com base nos traços característicos encontrados nos regimes totalitários, que são os seguintes:

    1. uma ideologia oficial que diz respeito a todos os aspectos da atividade e da existência do homem e que todos os membros da sociedade devem abraçar, e que critica, de modo radical, o estado atual das coisas e que dirige a luta pela transformação;

    2. um partido único de massa dirigido tipicamente por um único ditador, estruturado de forma hierárquica, com uma posição de superioridade ou de mistura com a organização burocrática do Estado, composto por pequena percentagem da população onde uma parte nutre apaixonada e inabalável fé na ideologia e está disposta a qualquer atividade para propagá-la e atuá-la;

    3. um sistema de terrorismo policial que apóia e ao mesmo tempo controla o partido, faz frutificar a ciência moderna e especialmente a psicologia científica de uma forma própria, não apenas contra os inimigos plausíveis do regime, mas ainda contra as classes da população arbitrariamente escolhidas;

    4. um monopólio absoluto sobre todos os meios de comunicação de massa, como a imprensa, o rádio, a televisão e o cinema, nas mãos do partido;

    5. um monopólio absoluto de todos os instrumentos da luta armada nas mãos do partido;

    6. um controle e uma direção central de toda a economia através da coordenação burocrática das unidades de produtivas, antes independentes.

    A combinação habilidosa de propaganda e de terror, tornada possível graças à organização de massa, confere aos regimes totalitários uma força de penetração e de mobilização da sociedade qualitativamente nova em relação a qualquer regime autoritário ou despótico do passado e torna-os por isso um fenômeno político historicamente único.

    Raymond Aron (1905-1983) sociólogo, filósofo e jornalista francês coloca entre as características do Totalitarismo um partido que monopoliza a atividade política, uma ideologia que anima o partido e se torna verdade oficial do Estado, e, através dos controles totalitários sobre a sociedade, uma politização de todos os erros ou insucessos dos indivíduos e, portanto a instauração de um terror ao mesmo tempo policialesco e ideológico.

    O Estado totalitário atua sobre a sociedade de massa, pela técnica da propaganda e afirma possuir a verdade absoluta e assume responsabilidade pelo corpo e pela alma dos membros, e tem, com elas, sua bíblia, sua ortodoxia, seus heréticos e sua inquisição, impondo a sua ideologia.

    Três aspectos são importantes a considerar nos Estados totalitários do nosso tempo:

    1. Formação de uma casta dominante que tem nas mãos o aparelhamento do Estado;

    2. Polícia política;

    3. Supressão total da liberdade de pensamento e monopólio estatal da cultura, do ensino e dos meios de comunicação de massa.

    Como o leitor pode observar, as duas teorias sobre o totalitarismo foram formuladas há mais de meio século, porém praticadas de longínqua data e que ganha forte impulso no Brasil. De lá para cá as técnicas e os meios evoluíram e se sofisticaram, mas os fins colimados, não. Cabe, portanto, a cada cidadão brasileiro, contrário a essa forma brutal de governo, a eterna vigilância e ação contrária.

    A vigilância não implica somente na percepção do que ocorre a nossa volta no dia-a-dia, mas na organização e formação de uma militância conservadora atuante, pois a sua falta poderá nos transformar, em curto espaço de tempo, numa Cuba, a exemplo da Venezuela, Argentina, Bolívia e Uruguai cujos ditadores civis são muito íntimos da nomenklatura totalitarista que se instalou no país a partir de 1995 e que vem recrudescendo a cada nova eleição.

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    A LÓGICA DO DEMÔNIO E O PNDH-3

    Por Anatoli Oliynik

    O trecho a seguir foi extraído do livro “Demian” de Hermann Hesse. Trata-se de um diálogo entre Emil Sinclair e Max Demian, ambos personagens dessa magnífica obra iniciática. Demian é a encarnação do próprio demônio e procura por meio de um argumento lógico – Satanás é o mais lógico dos lógicos – incutir uma mentira e uma farsa na mente inocente de Emil.
    Emil: “¬ Queres dizer, então, que também a morte de Abel não foi verdade?”
    Demian: ¬ Olha… seguramente foi verdade. Um homem forte matou a um outro mais fraco. Que esse fosse verdadeiramente seu irmão já é mais duvidoso. Bem, não importa: afinal de contas todos os homens são irmãos. A crua realidade foi esta: o homem forte matou o mais fraco. Talvez tenha sido um feito heróico, talvez não. Seja como for, os outros homens fracos sentiram medo e se uniram em seus clamores contra o fratricida; mas quando lhe perguntavam por que não o prendiam ou o justiçavam, em vez de responder “Porque somos uns covardes!”, respondiam: Impossível! Ele tem um sinal! Está marcado por Deus.” A lenda deve ter-se originado assim… Mas estou tomando demasiadamente o teu tempo. Até a vista.
    Emil: ¬ Mal se afastou de minha vista, começou a parecer-me inadmissível tudo o que estivera dizendo. Caim, um homem valente… e Abel um covarde! O sinal de Caim uma distinção! Era um sacrilégio e além disso um absurdo. E o Criador, que papel representava então? Não dera por acaso boa acolhida aos sacrifícios de Abel? Não os queria? Quanta tolice!
    Chegando em casa, li mais uma vez a história tal qual a narra a Bíblia. Era um relato claro e conciso: pareceu-me uma loucura querer buscar nele uma interpretação rebuscada e misteriosa… Qualquer criminoso poderia então proclamar-se favorito de Deus! Era disparatado. Forçoso reconhecer que Demian sabia expor a questão a questão de maneira muito atrativa, com a mesma simplicidade com que tratasse de algo natural e bem sabido. E que expressão tinham seus olhos enquanto dizia aquilo!
    Com certeza, você, leitor, já se defrontou em sua vida com situações análogas a que Hermann Hesse descreve em seu romance Demian. No Brasil o maior exemplo é o PT: um partido comunista aliado a outros partidos adeptos do mesmo viés ideológico genocida e psicopata, que constituem a base aliada e que já não se disfarçam em demônios, eles são a própria encarnação de Satanás. O PNDH-3 é a cartilha do projeto comuno-satanista e seu conteúdo confirma o viés demoníaco dessa gente.
    Esses são os nossos Demians, herdeiros legítimos de Caim e continuadores de sua obra.

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    A MINHA GERAÇÃO: Nada para se orgulhar e tudo para se envergonhar

    Por Anatoli Oliynik

    A minha maior frustração na vida, e talvez a única, é ter pertencido a uma geração perdida que não tem nada do que se orgulhar e tudo para se envergonhar. Você, que me lê, talvez também faça parte desta geração. Se não faz, com certeza já foi ou será afetado por ela.
    A grande missão de uma geração, segundo os meus conceitos cristãos, é entregar aos seus sucessores – filhos e netos – um conjunto de valores ainda melhor do que aquele que herdou dos seus pais, a geração que os antecedeu.
    A minha geração fracassou fragorosamente nessa missão. Fracassou em tudo. Uma geração que não conseguiu preservar os valores éticos, morais, religiosos e cristãos, recebidos de seus pais e avos e tão caros a eles, e não os transmitiu aos seus filhos e netos, ao contrário, produziu uma sociedade cuja base se assenta na inveja, no cinismo, na delinqüência, no paganismo, no materialismo, no narcisismo, no hedonismo, no niilismo e no ateísmo, além de revolucionária e psicótica.
    Por outro lado, a minha geração jamais teve consciência de que se este mundo é o mais moderno do que jamais foi, também é o mais louco e o mais perigoso: homossexualismo, destruição do conceito família, legalização do assassinato de inocentes e indefesos, mulheres siliconadas, corpos artificiais, deformados por furos, argolas, ferragens de todo tipo e modelo penduradas em locais imagináveis e inimagináveis, assemelhando o sujeito mais aos velhos armazéns de ferragens do que a um corpo humano, sem falar nas tatuagens horrendas. Estes são alguns produtos da minha geração. A geração “PAZ E AMOR, BICHO!”
    De fato, impossível distinguir se ainda somos homens pertencentes à espécie humana ou já somos bichos pertencentes à subespécie animal dos irracionais. Peço escusas aos animais irracionais pela ousadia e ofensa da comparação. Eles, os animais irracionais, certamente, já são superiores. Nada lhes alterou a natureza ou as características da criação. Duas coisas nos distinguem deles: nós falamos e matamos os nossos semelhantes por paixão e prazer. Eles não falam, e aqueles que matam, fazem-no para preservação da espécie seguindo o ciclo natural pelo qual foram criados. Isso lhes dá superioridade, se comparados a minha geração. Razão das desculpas que dirijo a eles. São puros, autênticos, verdadeiros, seguem a natureza e respeitam-na.
    Se evolucionista fosse, diria que a minha geração está evoluindo celeremente para se transformar em AMEBA.
    Isso é a modernidade, esse é o “homem” moderno e essa é toda a loucura que minha geração produziu, BICHO!!!

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    AS QUATRO POSSIBILIDADES DA VIDA HUMANA

    Por Anatoli Oliynik

    Por mais que a vida humana possa ser de alguma maneira direcionada, controlada, conduzida por ações de maior ou menor consciência, não há dentro dessas ações nenhuma garantia de sucesso, porque paralelamente as ações que nos compete e nos pertence, existem as ações do destino.
    Sob o aspecto de dilema moral temos duas opções a escolher: ser bom ou ser mau. Entretanto, as nossas ações pessoais decorrentes das opções escolhidas resultam em quatro possibilidades:
    1. Ser bom e se dar bem;
    2. Ser bom e se dar mal;
    3. Ser mau e se dar bem;
    4. Ser mau e se dar mal.
    Isso posto, as nossas ações na vida não garantem o sucesso porque é impossível controlar o destino. O destino está o tempo todo funcionando de modo misterioso e incontrolável. Assim, não somos capazes de produzir o destino que queremos, mesmo que façamos tudo certo na vida, porque não há correspondência entre as ações e os resultados das ações. Nós controlamos e somos responsáveis pelas nossas ações pessoais, mas nós não controlamos o destino porque a providencia agirá por conta própria independente dos nossos desejos.
    A vida humana é absolutamente incontrolável, nós nunca saberemos o que acontecerá conosco no próximo minuto. Portanto, é preciso desistir dessa idéia de que nós somos capazes de produzir o destino que nós queremos.
    Às vezes nos rebelamos contra o destino porque ele parece ignorar as regras fundamentais do mérito e do demérito. Nós somos criados nessa idéia. Ela não está errada, mas é preciso considerar que há um outro mundo que age sobre nós. A idéia de que aqui se faz e aqui se paga, é uma idéia que tenta resumir a nossa vida humana concreta aqui neste mundo em que vivemos. Pode existir uma outra vida onde as coisas se realizam com justiça. Como nós não queremos admitir isso, nos comportamos de modo unilateral.
    A realidade não é assim. A realidade é constituída de pequenos mistérios e grandes mistérios. Como os grandes mistérios estão de alguma maneira invisíveis e nós nos recusamos de dar a eles uma noção de realidade e ficamos profundamente aborrecidos quando vemos um sujeito que procedeu muito mal e se deu muito bem.
    É preciso, portanto, compreender que não há uma ligação direta entre o sucesso desta vida e o seu comportamento moral. É possível que você seja um sujeito mau e se dê mal, como também ser um sujeito mau e se dar bem, como você pode ser alguém que é bom e se dê bem e, finalmente, seja bom e se dê mal. Essas são, na verdade, as quatro possibilidades da vida humana.

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    ATRAVESSANDO O RUBICÃO

    Por Anatoli Oliynik

    A história de Roma nos conta que César, num de seus grandes momentos na vida, tinha que atravessar o Rubicão . Se o fizesse desencadearia uma guerra civil; se não atravessasse, não seria um dos maiores imperadores que o império romano conheceu.
    Decorre deste fato histórico, que atravessar o Rubicão é pensar grande, é ultrapassar fronteiras, é defrontar-se com um caminho sempre difícil e desconfortável. César, apesar disso, atravessou o Rubicão.
    Estamos no limiar do terceiro milênio, na realidade já passamos pela primeira década do século XXI, o mundo está no meio de uma grande ruptura histórica que sintetiza transformações muito profundas as quais estão exigindo grandes rearranjos na organização da vida, da sociedade, das atividades e das instituições, entre outros. Estamos vivendo momentos de grandes desafios que se criam, de inquietações, aflições e de desespero. De repente se evidencia que a realidade conhecida, o universo sócio-cultural, já não está funcionando de acordo com os nossos conceitos, idéias e interpretações.
    Nesse sentido entendo que estamos vivendo um período excepcionalmente problemático: um terremoto está abalando quadros sociais e mentais de referência. As categorias que usávamos para pensar o mundo nas ciências sociais, no direito, na economia, na sociologia e na política ficaram profundamente abaladas. E nós, o que pensamos de tudo isso? Estamos, por acaso, discutindo isso ou será que nada disso nos afetará como cidadãos do mundo?
    Com certeza não estamos discutindo nada disso e com certeza absoluta estamos, em maior ou menor grau, sendo envolvidos neste processo de globalização da sociedade, onde as fronteiras já não são mais simplesmente geográficas, mas ideológicas. Caminhamos na direção de um governo mundial único. Poucos se dão conta que a globalização política extirpará o conceito de territorialidade e levará de arrasto o direito de asilo. Aqueles que não concordarem com qualquer medida emanada do governo mundial, por exemplo, não poderão exercer o “direito de asilo” e assim a “liberdade”, tão decantada em loas e prosas será sepultada para sempre.
    Diante do quadro e da realidade que se apresenta, assim como César, precisamos atravessar o Rubicão , com coragem e determinação, para que os nossos filhos e as gerações futuras não se envergonhem de nossa inércia. Precisamos enxergar o que está acontecendo fora do “conforto” de nossas gaiolas mentais, sob pena de ficarmos à margem dos acontecimentos históricos e sermos inapelavelmente encarcerados, “ad-eternum”, numa prisão sem grades.

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    A UTOPIA

    Por Anatoli Oliynik

    “O paraíso do idiota é o mundo de ilusões por ele criado.”

    A utopia tem dominado a mente dos seres humanos desde a mais remota antigüidade. Seus precursores mais destacados foram Antístenes, Hipódamo de Mileto, Zenão de Cicio, Teopompo, Jambulos, Erasmo, Picco dela Mirandola, Thomas More, Tommaso Campanella, Abade Labat, Padre Périer, De Gomberville, Pierre Bergeton, Du Tertre, Hannepin, dentre outros. Mais recentemente, surgem Jean-Jacques Rousseau, Saint-Simon, Robert Owen, Charles Fourier, Karl Marx e H.G. Wells e uma dezena mais.

    A utopia é uma doença mental que encontra terreno fértil na cabeça de seres humanos que desejam substituir o desconforto de viver a realidade do mundo, que é sempre tensional, pelo conforto de um mundo imaginário que só existe na mente deles. Preferem o mundo dos sonhos em vez da realidade implacável que é a única que temos e que podemos viver. Assim, o utopista constrói a sua gaiola e se aprisiona nela de tal forma, que não consegue mais se libertar.

    Este fato em si mesmo, não seria um grande problema, pois cada um faz da sua cabeça o que bem entender. O problema maior é que o utopista quer colocar todo mundo e o mundo todo dentro da sua gaiola. A partir dela, quer construir um mundo novo e um novo homem, porque acha que a criação Divina foi imperfeita. Ele, o utopista, é que tem a fórmula perfeita.

    Dentro desse quadro psicótico, o utopista tem a pretensão de matar Deus, pois a sua demência alimenta a crença de que matando Deus, poderá se colocar no lugar d’Ele. E assim surge a figura do revolucionário, do marxista, do comuno-socialista, do esquerdista, e outros assemelhados, todos eles pretendendo reformar o mundo e a própria humanidade colocando sua psicose em ação.

    Na tentativa de colocar todo mundo e o mundo todo dentro da sua gaiola, o psicopata utópico utiliza os mais variados instrumentos de convencimento, tais como: a retórica, a mentira, a falsidade, a falácia, o cinismo, a heresia, o niilismo, a dialética hegeliana [1], a subversão feuerbachiana [2], o humanismo, o desconstrucionismo, a luta de classes, o sincretismo religioso, o ateísmo, o paganismo, o gnosticismo [3], dentre muitos outros. Assim, ele cria a segunda realidade, onde o reino dos céus é substituído pelo poder da lei estatal na salvação das massas.

    O reino da segunda realidade, descoberta por Cervantes na sua obra “Dom Quixote”, onde narra com requintes literários essa alucinação típica dos tempos modernos, é o reino dos revolucionários, dos jacobinos empenhados em moldar a sua realidade e a seus preconceitos a proposta de um mundo melhor possível, desde que mediante a concentração de poder, sempre nas mãos deles e jamais nas suas.

    O que a maioria das pessoas não percebe é que os revolucionários utopistas e psicóticos condenam os militantes, simpatizantes e companheiros de viagem à condição de eternos proletários e os idiotas úteis à condição de eunucos intelectuais, ou seja, naqueles que só sabem aquilo que lhes é embutido no único neurônio existente no pequeno espaço entre as orelhas.

    O que esses psicopatas desejam? Implantar o paraíso na terra colocando-se na condição de deuses. A esse respeito o Padre Paulo Ricardo se pronuncia com muita propriedade e freqüência: “Todos aqueles que quiseram implantar um paraíso aqui na terra, a única coisa que conseguiram produzir, foi o inferno”. Esse inferno foi produzido pelo genocídio de 150 milhões de pessoas assassinadas pelos deuses utópicos, somente no século XX. Esta cifra supera em 71 milhões os mortos nas duas Grandes Guerras Mundiais somadas. Este é o “paraíso” terrestre prometido pelos utopistas psicopatas.

    O núcleo dessa psicose está na perda de contato do homem com a realidade, na abstração do homem em um conceito, destituindo-o de qualquer realidade mais concreta, ignorando o fato de que o ser humano não pode morar nas suas idéias; ele só pode morar num mundo real e concreto. O homem não é Deus, portanto não se deve desejar substituí-Lo, pois isso não é uma boa idéia.

    ————————————-
    [1] A dialética de hegeliana é um poço sem fundo, pois nela nada “é” e tudo vive em permanente transformação.
    [2] Feuerbach subverteu o sagrado divinizando o homem e humanizando o Divino.
    [3] Através da gnose o psicopata utópico pretende construir um mundo novo, colocando abaixo o mundo antigo por meio da retórica.

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    A MENTIRA INSTITUCIONALIZADA

    Por Anatoli Oliynik

    A mentira sempre acompanhou o ser humano, desde os seus primórdios. Entretanto, num determinado período da história humana ela institucionaliza-se e passa a ser utilizada como recurso de manipulação, controle e poder.

    O ato de mentir, ou a mentira propriamente dita pode ser classificada em quatro tipos distintos, quais sejam:

    1. A Mentira Social: é a mentira moralmente aceitável. É a mentira piedosa ou aquela sem conseqüência de qualquer natureza. Exemplo: O sujeito que mente para se livrar de um vendedor ou da moça do telemarketing.

    2. A Mentira com objetivo concreto: é aquela em que o sujeito mente para alcançar um determinado objetivo que pode ser legítimo ou ilegítimo:

    a) Legítimo: quando o sujeito mente para o ladrão onde está escondido o dinheiro ou quando o soldado mente para o inimigo onde está escondida a munição.
    b) Ilegítimo: é aquela em que o sujeito mente premeditadamente para alcançar um objetivo escuso. Esse tipo de mentira é perigoso.

    3. A Mentira Patológica ou mitomania: é aquela em que o sujeito mente sistematicamente; ele é incapaz de não mentir. Todavia, ele não mente para si mesmo. Exemplo: Karl Marx e suas teses consubstanciadas em dados estatísticos falsificados premeditadamente por ele mesmo.

    4. A Mentira Existencial: é a mais grave de todas. É aquela em que o sujeito mente, inclusive, para si mesmo. Exemplo: Dr. Jekyll e Mr. Hyde do romance “O Médico e o Monstro” (1886) de Robert Louis Stevenson (1850-1894). Luigi Pirandello (1867-1936) é o escritor que melhor expressa esse tipo de mentira. Exemplo: “O Falecido Mattia Pascal” (1904) e “Seis Personagens à Procura de um Autor” (1921). “O Pato Selvagem” (1884) de Henrik Ibsen, também expressa este tipo de mentira.

    Estes quatro tipos distintos de mentira acompanham o homem, em maior ou menor grau, em toda a sua existência.

    Entretanto, gostaria de falar sobre a modalidade da mentira institucionalizada, aquela voltada para manobrar as grandes massas humanas, dominá-las, controlá-las e também corrompê-las.

    Essa modalidade tem a sua gênese e toma a sua forma potencializada a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Vejamos alguns relatos:

    “A guerra atacou os padrões morais tão rudemente quanto as formas estéticas. O fato de que a matança em massa por qualquer método imaginável se tivesse convertido em rotina, em dever, em propósito moral, foi apenas o mais cruel dos ataques a uma ordem moral que se dizia enraizada numa ética cristã.” (EKSTEINS, 286)

    Mais adiante:

    “A guerra impôs aos soldados uma ‘viagem interior’, mas os civis empreenderam uma viagem paralela no país natal. A censura e a propaganda desempenharam papel principal neste processo, dissimulando, como era seu propósito, a realidade da guerra. O front interno nunca soube com precisão como a guerra se desenrolava. As derrotas eram apresentadas como vitórias, o impasse como manobra tática. A verdade tornava-se mentira, e a mentira verdade. Como o eufemismo se tornou a ordem do dia oficial, a linguagem foi virada de cabeça para baixo e de dentro para fora. Inventaram-se histórias de atrocidades, e calava-se sobre atrocidades reais.” (EKSTEINS, 298) (grifos meus).

    “As fronteiras entre a verdade e a mentira tornaram-se tão indefiníveis que se tomavam os desmentidos oficiais de boatos por tentativas de desorientar o inimigo.” (EKSTEINS, 300)

    Nesse paradoxo, enquanto as esferas social e cultural pareciam se afastar uma da outra, a essência da experiência moderna permaneceria.

    “O mundo tornou-se uma invenção da imaginação, ao invés de ser a imaginação uma invenção do mundo.” (EKSTEINS, 302)

    Nesse lodaçal a imprensa liderava o esforço de propaganda, mas clérigos, educadores, músicos e autores o reforçavam. Todos os beligerantes se envolveram na criação de mitos e na distorção da realidade. A realidade, o senso de proporção e a razão – eis as principais baixas da guerra.

    E assim os novos governantes, a nova imprensa e as mentes psicóticas satanizadas encontram o caminho pavimentado para exercer a manipulação, o controle e o poder sobre as massas, transformando o Estado em pai, protetor e a mãe gentil de todos. Que receita! Que descoberta! Nada tão apropriado para justificar o gigantismo do Estado!

    O grande Leviatã se ergue de suas trevas e lança suas garras sobre nós transformando-nos em amebas, incapazes de enxergar o mundo e a realidade e até de governar nossas vidas. Totalmente dependentes do grande pai, na verdade o Grande Irmão, que tudo vê, tudo sabe e tudo controla, encarceramo-nos numa prisão sem grades na busca da proteção patrimonialista utópica.

    O resultado de tudo isso é este mundo irreal, fantasioso, utópico, imbecilizado pela cultura do coitadismo, do direito sem obrigações, na qual a massa se encontra.

    Até quando a grande massa chafurdará nessa mentira levada a efeito pelo Estado moderno que se potencializou a partir da Primeira Guerra Mundial?

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    DILEMA MORAL

    Por Anatoli Oliynik

    Os códigos morais, que vão desde as orientações religiosas até as orientações jurídicas, só funcionam se existir um tribunal interno dentro de cada um. Esse tribunal interno é a bifurcação da vontade. Se a bifurcação da vontade deixar de existir, a pessoa automaticamente deixará de ser um ser humano e nenhum código moral irá funcionar.

    Um ser humano que não tenha dilemas morais é uma pessoa doente que caiu fora da espécie, porque não é possível viver sem dilema moral. Apenas os animais irracionais vivem sem dilema moral algum. O leão, por exemplo, é capaz de devorar os próprios filhotes recém-nascidos só para acelerar o retorno do cio da leoa devido a suspensão da amamentação. Para ele não há dilema moral, assim como para os demais animais irracionais.

    Nós, humanos, embora torçamos para não ter nenhum dilema moral na vida, na realidade acontece o contrário: nós passamos a vida inteira vivendo dilemas morais. Alguns são completamente insolúveis. Como não sabemos o que fazer, o jeito de lidar com isso é procurar um código externo que possa dizer o que fazer. Um deles é o jurídico. O outro é o religioso, ou seja, fazer aquilo que Deus gostaria que fizéssemos. Esta segunda opção é a solução para qualquer dilema moral, vez que o código jurídico deveria, obrigatoriamente, derivar da moral religiosa, ou seja, o direito positivo deve derivar, sempre, do direito natural. Infelizmente não é o que acontece.

    Os dilemas morais são de duas naturezas: verdadeiros e falsos. Os dilemas são verdadeiros quando eles têm uma natureza que se desdobra no tempo. Ao contrário, são falsos. Por exemplo, um dilema que não é moral: “Quem é mais bonito, o Shrek ou o Antônio Banderas?” Isso não é um dilema moral porque ninguém tem dúvida quanto a isso. A escolha surge automaticamente, embora algumas escolhas possam recair no outro.

    Por outro lado, se a pergunta for “Coloco ou não coloco o meu filho no Colégio Militar?” A pessoa só vai saber se a decisão foi boa ou não, daqui a vinte anos, ou seja, no tempo. Portanto, os dilemas morais se caracterizam por se desdobrarem no tempo. Assim, a pessoa nunca pode ter certeza se tomou a melhor decisão no ato da decisão. Só o tempo dirá. É por isso que existem códigos morais externos que decidem pela pessoa quando ela não sabe o que fazer.

    Se a pessoa não está feliz com os códigos morais externos, sempre haverá a orientação maior. Em última análise, façamos aquilo que Deus quer que cada um faça. Mesmo assim, e independente da escolha, a pessoa não se livrará da dor de enfrentar o dilema moral, por mais que ela utilize um desses três estratagemas:

    1. Fingir que para você não vale esse código, mas outro;
    2. Fingir que você não é você;
    3. Fazer de conta que não há código moral nenhum.

    Pessoa alguma irá obter sucesso com nenhum dos três estratagemas, porque no fundo, o que resta em última análise é tomar a decisão. Essa decisão será sempre dolorosa, mas se for feita para o lado do bem, será muito melhor do que fazê-la para o lado do mal.

    Quando estudamos a ética, a moral ou qualquer outra coisa que o valha, não dá para perder de vista essa visão que acabo de expor, senão corremos o risco de ficar nessa conversinha mole de “ética disso”, “ética daquilo” etc. Na realidade as pessoas perderam completamente a idéia e a verdadeira noção de ética para submeterem a ética a uma espécie de colegiozinho do “politicamente correto”, ou seja, seguir um conjunto de orientações de uma cartilhazinha elaborada por um bando de psicopatas que se julga acima do bem e do mal. Perdeu-se completamente a noção de que esse assunto é de consciência humana.

    A noção de que há um dilema moral só pode ser alcançada se a pessoa fugir das três escapatórias amplamente utilizadas nos tempos atuais: a) fingir que aquele código não vale para ela; b) fingir que não é com ela; c) fazer de conta que não há código moral algum. Esses são os três tipos de mentira que as pessoas estão utilizando o tempo todo. Elas “grudam” nessas três regras escapatórias e criam uma realidade à parte que na verdade não é realidade nenhuma, mas apenas uma fantasia que as pessoas assumem como aspectos da realidade.

    O problema fundamental que as pessoas têm, é a incapacidade para destruir a confusão do processo que envolve a noção de realidade e fantasia. Se não for promovida a distinção entre o que é realidade e o que é fantasia, o problema permanecerá insolúvel e a única escapatória para livrar-se da dor do dilema moral, será viver na mentira dos estratagemas ou assumindo o papel do leão.

    O sujeito que faz uma coisa ou outra é uma pessoa que já caiu fora da espécie humana e não tem consciência disso.

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    MENSAGENS CLANDESTINAS AUDITIVAS

    Por Anatoli Oliynik

    MENSAGEM SUBLIMINAR

    As mensagens clandestinas auditivas baseiam-se em técnicas diferentes às das imagens. Trata-se de fazer passar solicitações em gravações, geralmente musicais. Mesmo sem serem percebidas, são recebidas ao nível do inconsciente. É mais ou menos como se o nosso inconsciente ouvisse os sons dos apitos para cães sem que a nossa consciência se desse conta.

    Cinco técnicas são utilizadas para a introdução da mensagem subliminar [1]:
    1. a freqüência modulada;
    2. as freqüências muito baixas (entre 14 a 20 ciclos/segundo);
    3. as freqüências altas (entre 17 mil a 20 mil ciclos/segundo);
    4. a velocidade variável (audível apenas com um aparelho especial para esse fim);
    5. mensagem invertida, não fazendo qualquer sentido ao ser ouvida, mas contendo-o, de preferência subversivo, na ordem inversa dos fonemas (não confundir com palíndromos [2]).

    Quando o cérebro é estimulado de forma prolongada por um sinal ultra-sônico desse tipo, produz uma reação bioquímica equivalente a uma injeção de morfina, tal como seu nome indica: endo-morfina (morfina natural). A reação produz um duplo efeito: uma estranha sensação de bem-estar e uma ativação dos processos mentais. É como se a hiperatividade do cérebro lhe permitisse compreender com maior lucidez a mensagem subliminar. Um círculo vicioso é desencadeado (Regimbal). Devido a essa reação endócrina, mensagens clandestinas podem ser enviadas ao ouvinte, tanto mais receptivo quanto inconsciente.

    Nota: Houve denúncia que durante a campanha eleitoral de 1988 em França, para reeleição do presidente François Mitterrand, foram utilizadas mensagens subliminares por meio de imagens. A Antenne 2 fez passar nos seus comerciais 2949 vezes a imagem do candidato Mitterand que não era visível a olho nu. Só com câmara lenta que a imagem se tornava evidente e podia ser fotografada. A imprensa francesa tratou de abafar o caso eficientemente aplicando o axioma da desinformação [3].

    A denúncia mais grave é contra os grupos de rock’n roll que exploraram essa possibilidade em suas músicas. A seguir alguns exemplos como funciona, bem como a indicação de grupos que se utilizaram desse processo:

    Exemplo de mensagens invertidas: a canção dos Beatles “Revolutions Number 9” dá a ouvir uma dezena de vezes uma série de sons semelhantes a number nine, number nine, mas que, invertidos, se ouvem como turn me on, dead man “ilumina-me, macchab”, parecendo o macchab em questão ser Jesus Cristo. A canção “When electricity comes to Arkansas” do grupo Black Oak Arkansas, é ainda mais explícita: ouvidas ao contrário, as palavras inintelegíveis proferidas pelos intérpretes dão satan, satan, he is god, he is god (Satanás é Deus). Outros grupos que utilizaram processos semelhantes foram: Elvis Presley, KISS, Rolling Stones, Zeppelin, The Who, entre outros.

    As canções, via de regra:
     gabam a perversão sexual em todas as suas formas;
     fazem apologia ao suicídio;
     incitam à violência e ao assassínio;
     recomendam a consagração a Satanás;
     apelam à revolta contra a ordem estabelecida, tal como os cantores de rap americanos, cujo refrão preferido é, como se sabe, kill a pig “sangra um porco”.

    A revista Rolling Stones declara abertamente: “O rock é mais do que uma música, é o centro energético de uma nova cultura e de uma juventude em revolução”.
    E foi assim que o rock marcou o princípio da subversão e da revolução que não foi espontânea, mas induzida.

    Para aqueles que desejam se aprofundar no assunto, recomendo ler o livro de Vladimir Volkoff “Pequena História da Desinformação: do Cavalo de Tróia à Internet” e estudar o marxismo cultural, especialmente a “Escola de Frankfurt”, bem como a atuação demoníaca de Herbert Marcuse nos Estados Unidos, responsável maior sobre o caos premeditado que se abateu sobre a juventude do mundo todo, notadamente com a célebre frase “Make love not war” (Façam amor, não a guerra).

    Fica para reflexão a seguinte pergunta: As eleições de 2002, 2006 e 2010 no Brasil poderiam estar eivadas de mensagens subliminares utilizadas com sucesso por François Mitterrand em 1988?

    Glossário:
    Mensagem subliminar: Quando imagens e sons se situam abaixo do nível de percepção de uma pessoa. A percepção subliminar foi descoberta em 1917, em Viena, por Otto Poetzl.
    Palíndromo: Palavra, número ou frase que se lê da mesma forma de trás para a frente e de frente para trás. Ex.: Radar; Elu par cette crapule (frase em francês que se lê de igual modo nos dois sentidos).
    Axioma da desinformação: “Aquilo de que não se fala não existe”.

    Excertos extraídos por Anatoli Oliynik do livro “Pequena História da Desinformação: do Cavalo de Tróia à Internet” de Vladimir Volkoff. Os comentários são pessoais.

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    IMAGENS SUBLIMINARES

    Por Anatoli Oliynik

    MENSAGEM SUBLIMINARConsciencia

    A percepção subliminar foi descoberta em 1917, em Viena, por Otto Poetzl.

    Poetzl apresentava às pessoas uma imagem complexa – cena de Far West, com indivíduos, cavalos, carruagens – durante algumas centésimas milionésimas de segundo e depois lhes perguntava o que tinham visto. As pessoas não se lembravam praticamente de nada. Depois de descansarem ou passarem pelo sono, Poetzl lhe recolocava a questão: descreviam então a cena de uma forma muito mais completa. Nos anos 60, o mesmo teste foi repetido com estímulos no lugar da sonolência e o resultado foi igualmente notável.

    O subliminar clássico é representado pela famosa 25ª imagem por segundo introduzida num filme que passa tão rapidamente que o olho não a pode comunicar à consciência, todavia, atinge diretamente o inconsciente.

    O princípio do cinema baseia-se no fato de o olho não perceber o espaço de tempo que separa as imagens captadas umas a seguir às outras, daí a ilusão do gesto contínuo ou do desabrochar de uma flor. É grande, portanto, a tentação de introduzir mais uma imagem no fluxo de imagens, imagem essa portadora de uma “mensagem” diferente das outras percebidas pelo espectador sem que ele o saiba.

    Em 1957 James Vicary afirmava ter aproveitado uma sessão de cinema para projetar, de cinco em cinco segundos, à velocidade de 1/30000 de segundo, as mensagens “Drink Coca Cola” e “Hungry? Eat popcorn” (Beba Coca Cola) e (Se tiver fome, coma pipocas). As vendas dessa bebida aumentaram 57,7% e da pipoca 18,1% por cento.

    A National Association of Broadcasters dos Estados Unidos, o Conselho da Radiotelevisão canadense e o Institute of Practitioners in Advertising da Grã-Bretanha proibiram o uso de mensagens subliminares na publicidade. Isso leva a crer que elas não são tão inocentes como certos “especialistas” contemporâneos nos querem fazer crer.

    Em 1988, durante a campanha eleitoral a Antenne 2 fez passar 2949 vezes uma imagem do Presidente François Mitterrand, candidato a reeleição ao governo francês, que não era visível a olho nu. A imagem se tornava evidente e podia até mesmo ser fotografada só em câmara lenta. O Presidente Mitterrand agiu como se nada houvesse acontecido e como não tivesse sido apanhado em flagrante delito. Não é preciso dizer que Mitterrand foi reeleito.

    A imprensa francesa tratou de abafar o fato de crime de lesa-majestade e ninguém ousou implicar a Presidência neste caso, muito parecido com o “mensalão” quando o presidente brasileiro foi literalmente blindado pela imprensa amestrada e pelos políticos corruptos que lhe davam guarida. Estes casos em outros paises, verdadeiramente democráticos, e não de conveniência como são em França e no Brasil, teriam sido denunciados de imediato, apurados e seus respectivos beneficiários impedidos.

    Por outro lado, quem pode afirmar com segurança que a propaganda subliminar não correu solta nas eleições de 2002, 2006 e 2010? Historicamente o Brasil é seguidor contumaz do marxismo francês e comunismo russo, especialistas em mensagens subliminares e da desinformação. A imprensa brasileira amestrada não fica nada a dever a Antenne 2, ao Eliseu e ao Le Monde.

    Tanto lá como aqui aplica-se um dos axiomas da desinformação: “Aquilo de que não se fala, não existe”.

    Excerto extraído por Anatoli Oliynik do livro “Pequena História da Desinformação: do Cavalo de Tróia à Internet” de Vladimir Volkoff. Os comentários são pessoais.

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    JOSÉ SARAMAGO: Na morte de um homem mau

    Morreu um homem amargo e mau, incapaz de sorrir, que se esforçava por tornar a sua Pátria amarga, como ele.

    José Saramago era, de facto, um homem mau. Provava-o a sua cara vincada incapaz de exprimir um sorriso, prova-o a sua escrita prenhe de ódio e crítica aos valores mais normais e caros à civilização que o viu nascer, valores esses que ele, com as suas ideias, suas declarações e sua obra, renegou em Lanzarote. Será que no fundo, Saramago, para além do seu marcado azedume e soberba, tinha valores? Nunca o saberemos.

    Repito, José Saramago era um homem mau. Que o digam os seus colegas, que em pleno período revolucionário foram vítimas de saneamentos selvagens. O homem, nessa época, tinha o “estribo nos dentes”, e era imparável algoz como sub-director do Diário de Notícias. Tinha por desporto arruinar a vida de quem não era comunista como ele.

    Foram 87 anos de infecundidade, travestida de um aparente sucesso, revelado pelos livros que vendeu, e pela matreira estratégia de marketing que o conduziu ao Prémio Nobel, em detrimento de outros escritores Lusos, genuinamente com mais categoria e menos maldade crónica do que ele. Penso, por exemplo, no insuspeito Torga.

    Tentei ler dois livros dessa personagem, para com honestidade poder dizer que, para além de não gostar dele como pessoa, o não considerava como um bom escritor, e que ofendia na sua essência a cultura Cristã da nossa Grei. Consegui apenas ler um, e o início de outro. A sua escrita, para além de ser incorrecta, era amarga como as cascas dos limões mais amargos. A sua originalidade era, afinal, o sinistro das suas ideias; o que, convenhamos, é pouco original. É mais fácil ser sinistro, provocador e mau, do que ter categoria, e valor. Saramago optou pelo mau caminho, como sempre, o mais fácil. E teve aparentemente sorte, na Terra, que a eternidade pouco lhe reservará.

    Fiquei contente quando ameaçou (apenas ameaçou, porque na realidade a sua vaidade não lho permitia praticar), nunca mais pisar solo Pátrio. Uma figura como ele, é melhor estar longe da Pátria que em má hora o viu nascer. Afinal de que serve a este Portugal destroçado, um Iberistra convicto, ainda para mais, estalinista? Teria ficado bem por essas ilhas perdidas de Espanha, não fosse uma série de lacaios da cultura dominante “chorarem” por ele, por aqui por terras lusas, alimentando-lhe a sua profunda soberba.

    Para além da sua obra escrita, de qualidade duvidosa e brilhantemente catapultada por apuradas técnicas comerciais que lhe conseguiram um Prémio Nobel da Literatura, (prémio com cada vez menos prestígio devido à carga política que contém), nada deixou em herança, para além de certamente muito dinheiro, o que é um contrasenso para um qualquer estalinista como ele. Mas a sua existência foi um perfeito logro. Foi uma existência desnecessária.

    Saramago afastou-se da Pátria, e estou certo de que a Pátria, no seu todo mais puro, que não no folclore da “inteligentzia”, não teve saudades dele. Foi uma bandeira da esquerda ortodoxa, e também da esquerda ambígua, essa do Primeiro-Ministro que nos desgoverna. Dessa mesma esquerda que decidiu usar o nosso dinheiro, para trazer em avião da Força Aérea Portuguesa, os seus restos inanimados para Portugal, a expensas de todos nós, e infamemente coberto com a Bandeira Nacional. Um Iberista, coberto com a Bandeira Nacional, que Saramago ofendeu vezes incontáveis, na essência da sua obra, e no veneno das suas declarações públicas. Era um relapso. Um indesejável.
    Um homem que voluntariamente se afastou da sua Pátria, comentando-a de uma forma negativa no Estrangeiro, não é digno de nela entrar cadáver, coberto com a sua Bandeira. A bandeira de Saramago, era a do ódio, da arrogância, e da maldade praticada.

    Mas os símbolos Nacionais estão hoje nas mãos de quem estão, e a representação das “vontades” Nacionais, está subordinada a quem está: à esquerda, tão sinistra como foi Saramago. Assim sendo, as homenagens que lhe fazem, incluindo os exagerados e ilegítimos dois dias de Luto Nacional, valem o que valem, e são apenas um acto de pura “camaradagem”, na verdadeira acepção da palavra. Quem nos desgoverna, pode cometer as maiores atrocidades, que ao povo profundo só resta pagar, e calar. Até ver.
    Amanhã, Saramago mergulhará pela terceira vez nas chamas. A primeira, terá sido quando nasceu, e ao longo de toda a sua vida, retrato que foi de ódio e maldade pela sua imagem espelhados e espalhados; a segunda, terá sido quando o seu corpo ficou irremediavelmente inanimado, e estou certo de que entrou no Inferno, a confraternizar com o seu amigo Satanás; a terceira, amanhã, será quando o seu corpo inerte e sem alma, entrar para ser definitivamente destruído, no Crematório do Alto de S. João.

    Será um maravilhoso e completo Auto de Fé. O Homem e a sua obra venenosa, serão queimados definitivamente nas chamas da terra, que nas da eternidade já o foram no dia em que morreu.

    De Saramago recordaremos um homem que não sabia rir, que gostava certamente muito de dinheiro, e que o terá ganho, que era mau e vaidoso, e que o provou ao longo da sua vida, que quis viver longe da sua Pátria por a ela não saber ter amor, e que foi homenageado por meia dúzia de palhaços esquerdistas, “compagnons de route” coniventes com um dos últimos fósseis estalinistas, que ilustrava uma forma de estar na vida e na política sem alma, amoral, e que globalmente contribuiu para a destruição de toda uma Pátria, e suas tradições.

    Ocorreu ontem, quando soube que este cavalheiro de triste figura tinha morrido, que estaria por certo no inferno, sentado com Rosa Coutinho, também lá entrado há poucos dias, à espera de Mário Soares e Almeida Santos, para os quatro juntos jogarem uma animada e bem “quente” partida de sueca…
    O País está mais limpo. Um dos maiores expoentes do ódio e da maldade, desapareceu da superfície da Terra. Espero que a Casa dos Bicos, um dia possa ter melhor função, do que albergar a memória de tão pérfida personagem. As suas letras, estou certo de que cairão no esquecimento, ao contrário das de Camões, Torga ou Pessoa, entre muitos outros.

    Apesar de tudo, e porque sou Católico (e porque a raiva não é pecado), que Deus tenha compaixão de tão grande pobreza, mas que se lembre fundamentalmente de nós, de todos os Portugueses íntegros que tentamos sobreviver com dificuldade, neste Portugal governado pelos amigalhaços do extinto, que apesar do luto em que fingem estar, mas que na verdade não sabem viver, continuam a todo o custo a viver o enorme bacanal que arruina Portugal…

    No fundo, no fundo, e porque as palavras as leva o vento, que Deus tenha piedade de tão grande pobreza! Cabe-nos perdoar. Mas não temos que esquecer!

    António de Oliveira Martins – Lisboa

    Nota: Saramago morreu no dia 18/06/2010 e cremado no dia 20/06/2010. Era ateu.

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    GRAMSCI E A COMUNIZAÇÃO DO BRASIL

    Por Anatoli Oliynik

    Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil. Inicialmente, pelo governo FHC, e agora pelo PT, cuja nomenklatura governamental segue com rigor as orientações emanadas dos intelectualóides uspianos que dirigem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere, de Gramsci.

    Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro?

    Antonio Gramsci Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).

    Durante sua prisão na Itália em 1926, que se prolongou até 1935, escreveu inúmeros textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título Cadernos do Cárcere. Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.

    Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária. A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.

    A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.

    A doutora Marli Nogueira, estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia”:

    “A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.

    Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.

    Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc.), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário. Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo governo revolucionário que está no poder.

    Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. E está em fase muito adiantada, diga-se de passagem.

    Segundo a doutora Marli:

    “Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista. E quando chegar a hora de dizer ´agora estamos prontos para ter realmente uma ´democracia´ (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa ´volta à democracia´ se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais”.

    Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.

    Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.
    Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel ao lado de Hugo Chávez e Evo Morales são os últimos dos moicanos às avessas considerando que seus discípulos Lula, Kirchner, Vásquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere, de Antônio Gramsci. Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder da força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, grupos paramilitares, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.

    Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.

    Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado.

    O entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo. Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa – imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro. A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos.
    A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebida pelo povo brasileiro.

    O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta do aluno aplicado e tutela do Foro de São Paulo.

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    O FORO DE SÃO PAULO

    Por Anatoli Oliynik

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    Foro de S  o Paulo   XII Encontro Em junho de 1988 foi realizada a 19ª Conferência do Partido Comunista da União Soviética. Naquela oportunidade debateram-se os caminhos da “PERESTROIKA” de Mikhail Gorbachev, e já se vislumbrava a eminente queda do Muro de Berlim, o que de fato aconteceu em 9/11/1989.

    Com a queda do Muro e com o desmoronamento planejado do comunismo pela União Soviética, Fidel Castro e as esquerdas latino-americanas perderam seu tutor financeiro e ideológico, a Rússia. Era preciso, portanto, articular a criação de um organismo que pudesse manter viva a “chama ideológica marxista-leninista”, bem como orientar e coordenar as suas ações comunistas no Continente.

    Antes, porém, em janeiro de 1989, em Havana, por ocasião da reunião de cúpula do Partido Comunista de Cuba e o PT do Brasil foi estabelecido que, se Lula não ganhasse as eleições em novembro de 1989, deveria ser formada uma organização para coordenar as ações de toda a esquerda continental e que a liderança e organização do processo caberia a Luiz Inácio “Lula” da Silva. Portanto, Fidel já sabia dos planos arquitetados na 19ª Conferência do Partido Comunista e preparava terreno no Continente.

    Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro, com o apoio de Luis Inácio “Lula” da Silva, convocou os principais grupos terroristas revolucionários da América Latina para uma reunião na cidade de São Paulo. Acudiram ao chamado de Fidel e Lula, além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, o Exército de Libertação Nacional (ELN), as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua, a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador, e o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México.

    O primeiro Encontro aconteceu no Hotel Danúbio na cidade de São Paulo, no período de 1 a 4 de julho de 1990. O nome “FORO DE SÃO PAULO” foi adotado na segunda reunião realizada na cidade do México, no período de 12 a 15 de junho de 1991, quando reuniu 68 organizações de 22 países. E assim nasceu o FORO DE SÃO PAULO. Uma coalizão de terroristas revolucionários, partidos comunistas, partidos de esquerda, enfim, a escória do Continente latino-americano, Caribe e América Central.

    Para dirigi-lo centralizadamente, foi criado um Estado Maior civil constituído por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, além do líder sandinista Daniel Ortega e o argentino Enrique Gorriarán Merlo [1].

    Em 1991, foram elaborados os estatutos do Foro e escolhida uma direção que ficou composta pelo Partido Comunista Cubano (Cuba), Partido da Revolução Democrática (México), Partido dos Trabalhadores (Brasil), Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (El Salvador), Movimento Lavalas (Haiti), Movimento Bolívia Livre e os 6 partidos integrantes da Esquerda Unida (Peru) e da Frente Ampla (Uruguai, uma frente constituída por diversos partidos e organizações, dentro da qual o Movimento Tupamaros é hegemônico). Em 1992, a URNG – União Revolucionária Nacional Guatemalteca, que agrupa várias organizações voltadas para a luta armada, foi admitida como membro dessa direção.

    A partir do II Encontro, realizado no México no período de 12 a 15 de junho de 1991, o FORO DE SÃO PAULO passou a ter CARÁTER CONSULTIVO e DELIBERATIVO dos Encontros. Isso significa que as decisões aprovadas em plenárias e constantes das Declarações finais passaram, a partir de então, a ser consideradas DELIBERATIVAS, isto é, DECISÓRIAS EM TERMOS DE ACEITAÇÃO e CUMPRIMENTO pelos membros do Foro, subordinando-os, portanto, aos ditames dos Encontros na ação a ser desenvolvida em nível internacional e nos respectivos países. Tais deliberações obedecem a uma política internacionalista, com vistas à implantação do socialismo no continente, fato que transfere para um segundo plano os interesses nacionais e fere os princípios da soberania e autodeterminação. A Lei Orgânica dos Partidos Políticos (LOPP) e a Constituição da República definem que “A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros” (artigo 17 da Constituição e item II, artigo 5º da LOPP). Isso no conceito dos dirigentes dos países membros do FORO DE SÃO PAULO é letra morta.

    O FORO DE SÃO PAULO foi descoberto por José Carlos Graça Wagner, um advogado paulista e que o denunciou publicamente em 1º de setembro de 1997, em painel realizado na Escola Superior de Guerra, que versava sobre o tema “Movimentos Sociais e Contestação Sócio-Política – a Questão Fundiária no Brasil”. Com a sua morte, passou a acompanhar e denunciar a formação “eixo do mal” pelo Foro de São Paulo, o jornalista, filósofo e ensaísta, Olavo de Carvalho, o que lhe custou o emprego no jornal “O Globo” e muitos outros periódicos nos quais era articulista.

    O FORO DE SÃO PAULO permaneceu no mais absoluto anonimato, eficientemente protegido pela mídia brasileira, toda ela engajada no esquerdismo marxista. O publico brasileiro, mais atento, somente tomou conhecimento e muito discretamente, quase que imperceptivelmente, por ocasião do 7º Encontro realizado na cidade de Porto Alegre em julho de 1997. Foi apenas uma discreta aparição que a imprensa brasileira procurou ocultar por meio da suspensão de todo e qualquer destaque que pudesse levantar suspeitas do que se tratava esse encontro, apesar de presentes 158 delegados, 58 partidos procedentes de 20 países, 36 organizações fraternas e cerca de 400 representantes de partidos e organizações de esquerda do continente.

    No dia 2 de julho de 2005, por ocasião do XII Encontro ocorrido em São Paulo, se comemorou os 15 anos de fundação da organização, com discurso laudatório do presidente do Brasil cujo trecho selecionado é reproduzido a seguir:

    “Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente.”

    “E é por isso que eu, talvez mais do que muitos, valorize o Foro de São Paulo, porque tinha noção do que éramos antes, tinha noção do que foi a nossa primeira reunião e tenho noção do avanço que nós tivemos no nosso continente, sobretudo na nossa querida América do Sul.”

    “Por isso, meus companheiros, minhas companheiras, saio daqui para Brasília com a consciência tranqüila de que esse filho nosso, de 15 anos de idade, chamado Foro de São Paulo, já adquiriu maturidade, já se transformou num adulto sábio. E eu estou certo de que nós poderemos continuar dando contribuição para outras forças políticas, em outros continentes, porque logo, logo, vamos ter que trazer os companheiros de países africanos para participarem do nosso movimento, para que a gente possa transformar as nossas convicções de relações Sul-Sul numa coisa muito verdadeira e não apenas numa coisa teórica.”

    (Discurso de comemoração dos 15 anos do Foro, julho de 2005)

    A documentação acerca do FORO DE SÃO PAULO jamais teve ampla divulgação, tendo sido inicialmente publicado apenas na edição doméstica do GRANMA, órgão oficial do Partido Comunista Cubano. Na edição internacional nada transpirou. Mais tarde, passou a ter algum tipo de noticiário restrito em poucos jornais de alguns países e, até numa revista editada na Argentina chamada “América Libre”, quase de circulação interna, dirigida por Frei Betto.

    O objetivo do Foro de São Paulo é implantar governos socialistas na América Latina, via eleições “democráticas”, que mais tarde serão convertidos em governos totalitários, a exemplo do modelo cubano em vigor, tudo sob a falsa retórica de “democracia”, tal como eles, os comunistas entendem. Os campos de atividade do Foro são a subversão política e social de todo o continente latino-americano. Veja-se o caso de Zelaya na embaixada brasileira em Honduras. Tudo sob a falsa retórica da “democracia”, repito. Trata-se, portanto, de uma organização que se mantém no anonimato para que seus projetos totalitários não sejam identificados antes que se complete o plano de dominação e implantação do pensamento hegemônico no Brasil e no continente Latino-americano. Para este desiderato o FORO DE SÃO PAULO conta com o apoio da ONU e da OEA.

    Desde a sua fundação, o Foro realizou quinze encontros segundo a cronologia a seguir:

    I – São Paulo (Brasil) de 1 a 4 de julho de 1990
    II – Cidade do México (México) de 12 a 15 de junho de 1991
    III – Manágua (Nicarágua) de 16 a 19 de julho de 1992
    IV – Havana (Cuba) de 21 a 24 de julho de 1993
    V – Montevidéu (Uruguai) de 25 a 28 de maio de 1995
    VI – San Salvador (El Salvador) de 26 a 28 de julho de 1996
    VII – Porto Alegre (Brasil) de 27 a 31 de julho de 1997
    VIII – Cidade do México (México) novembro de 1998
    IX – Manágua (Nicarágua) fevereiro de de 2000
    X – Havana (Cuba) de 4 a 7 de dezembro de 2001
    XI – Antigua (Guatemala) de 2 a 4 de dezembro de 2002
    XII – São Paulo (Brasil) de 1 a 4 de julho de 2005
    XIII – San Salvador (El Salvador) de 12 a 16 de janeiro de 2007
    XIV – Montevidéu (Uruguai) de 23 a 25 de maio de 2008
    XV – Cidade do México (México) de 20 a 23 de agosto de 2009

    Como vimos, participam do FORO DE SÃO PAULO partidos e organizações de esquerda, reformistas e revolucionárias; Partidos Comunistas que se definem como marxistas-leninistas; organizações e grupos trotskistas; Partidos Comunistas que continuam se definindo como marxistas-leninistas-maoístas (da Argentina, Peru e Uruguai) e que possuem uma articulação internacional própria em 17 países; Partidos Socialistas filiados ou não à Internacional Socialista; organizações que continuam desenvolvendo processos de luta armada, como as FARC e ELN, na Colômbia e organizações que participaram da luta armada e hoje atuam na legalidade, como o Movimento 19 de Abril, também da Colômbia e os Tupamaros, do Uruguai.

    Esta é, portanto, a breve radiografia do FORO DE SÃO PAULO, uma organização que os brasileiros não conhecem e a maioria nem sabe que existe, e cujo objetivo maior é comprar a sua alma para vendê-la ao demônio.

    [1] Enrique Gorriarán Merlo foi o fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP). Gorriarán Merlo foi, também, o autor do ataque terrorista em janeiro de 1980 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastásio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980. Organizou a máquina militar do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), o mesmo que tomou a residência do embaixador japonês em Lima.

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    O ESQUERDISTA, quem é ele?

    Anatoli Oliynik ( * )

    “A ambição diabólica do esquerdista é querer mandar no mundo”

    Comunismo n  o O esquerdista é um doente mental que precisa de ajuda e não sabe. Um sujeito miserável que necessita da piedade humana. Mas cuidado com ele. Por ser um ser desprezível, abjeto, infame, torpe, vil, mísero, malvado, perverso e cruel, todos sinônimos é verdade, mas insuficientes para definir seu verdadeiro perfil, ele é perigoso e letal.

    É um sociopata camuflado, um psicótico social que imagina ser Deus e centro do mundo. Na sua imaginação acha que é capaz de solucionar todos os problemas da humanidade e do mundo real, mas que na verdade quer solucionar os seus próprios, que projeta nos outros para enganá-lo e dizer que é altruísta.

    É um invejoso. A inveja é a sua marca registrada. Sente ódio doentio e permanente pelas pessoas de sucesso, notadamente aquelas realizadas financeira e economicamente. O sucesso alheio corrói suas entranhas. É aquele sujeito que passa pelo bosque e só vê lenha para alimentar a fogueira de seu ódio pelo sucesso alheio.

    É um fracassado em todos os sentidos. Para justificar o seu fracasso busca desesperadamente culpados para a sua incompetência pessoal, profissional e humana. No seu conceito, a culpa é sempre dos outros, nunca atribuída a ele mesmo. É um sujeito que funciona como uma refinaria projetada para transformar insatisfações pessoais e sociais em energia pura para promover a revolução proletária.

    É um cínico. Não no conceito doutrinário de uma das escolas socráticas, mas no sentido de descaramento. Portanto, um sujeito sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista. Para justificar seu fracasso e sua incompetência pessoal, se coloca na condição de defensor do bem-estar da sociedade e da humanidade, quando na verdade busca atender aos seus interesses pessoais, inconfessos. Para isso, se coloca na postura de bom samaritano e entra na vida das pessoas simples e desprovidas da própria sorte, com seu discurso mefistofélico.

    É um ateu. Devido a sua psicose, já comentada anteriormente, destitui Deus e se coloca no lugar d’Ele para distribuir justiça, felicidade e bem-estar social, solucionar todos os problemas do mundo e da humanidade, dentre outros quejandos. É um indivíduo que tem a consciência moral deformada e deseja, acima de tudo, destruir todos os valores cristãos e construir um mundo novo, segundo suas concepções paranóicas.

    É um narcisista. A sua única paixão é por si mesmo, embora use da artimanha para parecer um sujeito preocupado com os outros, no fundo não passa de um egoísta movido pelo instinto de autoconservação.

    É um niilista. Um sujeito que renega os valores metafísicos divinos e procura demolir todos os valores já estabelecidos e consagrados pela humanidade para substituí-los por novos, originários de sua própria demência. Assim, ele redireciona a sua força vital para a destruição da moral, dos valores cristãos, das leis etc. Sua vida interior é desprovida de qualquer sentido, ele reina no absurdo. É o “profeta da utopia” e o “filósofo do nada”.

    É um genocida cultural. Na sua vasta ignorância da realidade do mundo manifestado, o esquerdista acha que o mundo é a expressão das idéias nascidas de sua mente deformada e assim se organiza em grupos para destruir a cultura de uma sociedade, construída a custa de muitos sacrifícios e longos anos de experiência da humanidade.

    Agora que você conhece algumas características do esquerdista, fica um conselho: jamais discuta com um deles, porque a única coisa que ele consegue falar é chamá-lo de reacionário, nazista, capitalista e burguês. Ele repete isso o tempo todo e para todos que o contradizem, pois a única coisa que sua mente deformada consegue assimilar, são essas palavras. Com muito custo ele consegue pronunciar mais um ou dois verbetes na mesma linha aos já descritos, todos para desqualificá-lo e assim expressar a sua soberba.

    Os conceitos atribuídos ao esquerdista se aplicam em gênero, número e grau aos socialistas, marxistas, leninistas, stalinistas, trotskistas, comunistas, maoístas, gramscistas, fidelistas, chevaristas, chavistas e especialmente aos membros da família dos moluscos cefalópodes.

    Para finalizar, porém longe de esgotar o assunto, o esquerdista é aquele sujeito cuja figura externa é enormemente maior que a própria realidade. Sintetiza o cavaleiro solitário no deserto do absurdo, cuja ambição diabólica é querer mandar no mundo.

    ( * ) Anatoli Oliynik é administrador e consultor de empresas.

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